Europa Press/Contacto/Nasser Ishtayeh
MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral das Nações Unidas denunciou nesta quinta-feira que os 22 novos assentamentos anunciados por Israel na Cisjordânia ocupada "são ilegais" e representam uma decisão que "nos afasta da solução de dois Estados".
"O secretário-geral (António Guterres) pediu repetidamente a Israel que cesse toda a atividade de assentamentos no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental", disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, em uma coletiva de imprensa, observando que "esses assentamentos são ilegais e constituem um obstáculo à paz e ao desenvolvimento econômico e social".
Ele disse que "nos opomos a qualquer expansão dos assentamentos" e pediu aos países com influência sobre Israel e "outras partes" que pressionem ambos "em direção à solução de dois estados".
O governo israelense confirmou na quinta-feira a aprovação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, enfatizando que a medida "fortalece o controle" sobre o território. O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) criticou o anúncio, denunciando-o como um aumento da "judaização das terras palestinas" por parte de Israel, enfatizando que isso "representa um desafio flagrante à vontade internacional e uma grave violação da lei internacional e das resoluções da ONU".
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) decidiu em julho de 2024 que a política de assentamentos de Israel é contrária à Quarta Convenção de Genebra sobre o Deslocamento Forçado de Pessoas, constitui um esforço de anexação e é contrária ao direito internacional. Dessa forma, ordenou a "cessação imediata" de qualquer procedimento de expansão, uma decisão não cumprida pelas autoridades israelenses.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático