Europa Press/Contacto/Taher Abu Hamdan - Arquivo
MADRID 1 out. (EUROPA PRESS) -
Mais de cem civis morreram no Líbano em incidentes violentos que implicariam em uma violação do cessar-fogo selado há dez meses pelo governo israelense e pelo grupo xiita Hezbollah, de acordo com um relatório das Nações Unidas que aponta principalmente para a responsabilidade israelense.
Até o final de setembro, o escritório de Direitos Humanos da ONU havia conseguido verificar 103 vítimas civis, todas elas em território libanês, já que não há registro de nenhum lançamento de projéteis sobre a parte norte de Israel, como foi o caso durante o conflito.
Além disso, cerca de 80.000 pessoas continuam deslocadas pela violência no Líbano, enquanto em Israel esse número é de aproximadamente 30.000.
"Ainda estamos vendo o impacto devastador dos ataques de aviões e drones em áreas residenciais, bem como perto das forças de paz da ONU no sul", disse o Alto Comissário Volker Turk, que pediu uma investigação independente sobre incidentes como o bombardeio israelense que matou cinco pessoas, três delas crianças, em 21 de setembro.
Esse "perigo real e presente" significa que "as famílias simplesmente ainda não podem começar a reconstruir suas casas ou suas vidas", acrescentou Turk. O Alto Comissário alertou que centenas de instalações civis, como escolas, centros médicos e locais de culto, permanecem inacessíveis e lembrou a todas as partes de sua obrigação de respeitar o direito internacional em todos os momentos.
"A implementação do cessar-fogo de boa fé é a única maneira de alcançar uma paz duradoura", enfatizou.
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