Europa Press/Contacto/Dimas Rachmatsyah
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
As Nações Unidas afirmaram nesta terça-feira, com base em suas investigações sobre a morte de três "capacetes azuis" da Indonésia na fronteira entre o Líbano e Israel, que o primeiro dos falecidos morreu após o impacto de um projétil "disparado por um tanque Merkava das Forças de Defesa de Israel (FDI)", enquanto os dois restantes faleceram devido à explosão de um artefato explosivo “provavelmente colocado pelo (partido-milícia xiita libanês) Hezbollah”.
“No que diz respeito ao primeiro incidente de 29 de março, de acordo com as provas disponíveis, incluindo a análise do local do impacto e, em particular, os fragmentos do projétil encontrados na posição da ONU conhecida como 7-1, concluiu-se que o projétil era um projétil de 120 mm do armamento principal de um tanque, disparado por um tanque Merkava das Forças de Defesa de Israel (FDI) vindo do leste, em direção a Et Taibe", indicou em coletiva de imprensa Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
Esse disparo ocorreu, ressaltou Dujarric, apesar de, “para mitigar o risco para o pessoal da ONU, a FINUL ter fornecido novamente às Forças de Defesa de Israel as coordenadas de todas as nossas posições e instalações (...) tanto no dia 6 quanto no dia 22 de março”.
“Em relação ao incidente de 30 de março, com base nas evidências disponíveis, incluindo a análise do local da explosão, do veículo atingido e de um segundo dispositivo explosivo improvisado (IED) encontrado nas proximidades naquele mesmo dia, podemos afirmar que tal explosão foi causada por um IED acionado pela vítima, um IED com fio-armadilha”, explicou o porta-voz de Guterres antes de afirmar que “a investigação determinou que, dada a localização do incidente, a natureza da explosão e o contexto atual, é mais provável que o IED tenha sido colocado pelo Hezbollah”.
Dujarric indicou ainda que a ONU compartilhou essas conclusões com os governos da Indonésia, de Israel e do Líbano, embora tenha insistido que elas são “preliminares, baseadas nas primeiras evidências físicas”, e que as investigações da própria organização continuam.
“Esses incidentes são inaceitáveis. Solicitamos às partes envolvidas que as autoridades nacionais investiguem e julguem os casos para levar os responsáveis à justiça e garantir a prestação de contas pelos crimes contra o pessoal de manutenção da paz”, afirmou antes de alertar que “os ataques contra o pessoal de manutenção da paz da ONU podem constituir crimes de guerra de acordo com o Direito Internacional”.
Além disso, ele destacou que a ONU continua “profundamente preocupada com a escalada das tensões entre o Hezbollah e as FDI”, uma vez que “o pessoal de manutenção da paz da UNIFIL relata trocas contínuas de fogo com foguetes e artilharia, ataques aéreos e confrontos terrestres em sua área de operações, além de uma maior presença de efetivos e forças das FDI em território libanês”.
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