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MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu, afirmou nesta quinta-feira perante o Conselho de Segurança da ONU que o governo da Síria começou a destruir armas químicas do antigo regime do presidente Bashar al Assad.
“A Síria conta com os acordos e as aprovações necessárias para iniciar as atividades de destruição sob a supervisão do Secretariado Técnico da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ). Conforme informou ontem o diretor-geral da OPAQ aos membros de seu Conselho Executivo, essas atividades já tiveram início”, explicou ela durante sua intervenção.
Nakamitsu comemorou os recentes avanços, ressaltando que eles são resultado da “estreita colaboração” entre o governo da Síria e a Secretaria Técnica da OPAQ. “Precisamos continuar obtendo resultados tangíveis e aproveitar o que conquistamos, tanto pelas vítimas quanto para preservar nossa segurança coletiva nos próximos anos”, destacou.
Por sua vez, o representante da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, classificou o avanço como “histórico” e garantiu que se trata do “primeiro processo de destruição” desde que o país foi “libertado do regime anterior”. “É também o primeiro desse tipo a destruir materiais químicos em território sírio”, destacou.
“Reitero nossa posição sobre a justiça: uma posição firme em matéria de prestação de contas que não admite concessões nem interpretações. Continuaremos por esse caminho, com o objetivo de promover a cooperação internacional para apoiar a justiça em nível nacional”, acrescentou.
Após a descoberta, em maio de 2026, de armas químicas que não haviam sido declaradas anteriormente, as autoridades da Síria informaram sobre uma instalação adicional relacionada a substâncias químicas, a descoberta de uma substância precursora para a fabricação de agentes nervosos, munições vazias e duas instalações de armazenamento.
As inspeções subsequentes confirmaram que os inventários declarados estavam corretos e verificaram a destruição irreversível de 42 bombas aéreas, o que representa a primeira destruição verificada de munições químicas sírias desde 2014.
O governo liderado pelo presidente de transição, Ahmed al Shara, lançou uma ofensiva para perseguir os responsáveis por crimes cometidos durante o governo de Al Assad — com dezenas de prisões —, entre os quais se incluem os ataques com armas químicas registrados na região de Guta Oriental em 2013, então controlada por forças da oposição.
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