Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Colômbia rejeitou nesta quinta-feira a “situação de risco e ameaça” que, lamentou, a população civil do distrito de Riohacha, no departamento de La Guajira, no norte do país, enfrenta devido a “uma paralisação armada de grupos não estatais” que “prejudica” os Direitos Humanos, um dia depois de as autoridades colombianas terem alertado sobre as ameaças dos autodenominados 'Conquistadores da Serra'.
“Exortamos os grupos armados não estatais a respeitar os acordos assinados com o Governo Nacional e a respeitar os direitos à educação, ao trabalho, à livre circulação, à vida e à integridade da população civil”, declarou o escritório em uma mensagem publicada em suas redes sociais.
Por sua vez, instou as autoridades do país a “desenvolverem ações voltadas para a proteção da população civil” desse mesmo departamento, bem como a “coordenarem ações entre autoridades civis e militares, que permitam avançar rumo à garantia e ao pleno exercício dos Direitos Humanos”.
Esta declaração surge dois dias depois de a Defensoria do Povo ter alertado para a consolidação de “ameaças de paralisação armada por 72 horas” no referido departamento por parte dos autodenominados ‘Conquistadores da Serra’, também conhecidos como ‘Los Pachencas’.
“Consolidam-se ameaças de paralisação armada por 72 horas em La Guajira; circulam mensagens que incitam à violência, promovem ações contra pessoas socialmente marginalizadas e apontam a população civil como supostos alvos militares”, ressaltou então a instituição colombiana após informar sobre tiros contra estabelecimentos comerciais naquele mesmo dia em Riohacha.
Diante dessa conjuntura, a Defensoria solicitou, na mesma mensagem publicada nas redes sociais, que o Executivo central abordasse a questão no “espaço sociojurídico que está sendo desenvolvido com ‘Los Pachencas’ e implementasse ações que permitissem fortalecer compromissos e garantir seu monitoramento para proteger a população civil”, bem como articular as decisões em matéria de segurança, paz e justiça em benefício das comunidades.
Por fim, a instituição exortou o grupo armado a “cessar imediatamente” suas ameaças, reiterando o apelo às autoridades competentes para que adotem medidas urgentes de prevenção e proteção que garantam os direitos da população naquele departamento.
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