Europa Press/Contacto/Luis Barron - Arquivo
MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, exigiu nesta terça-feira o “cessar imediato” dos ataques entre os Estados Unidos e o Irã, alertando para as “graves consequências socioeconômicas e humanitárias” decorrentes da interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, resultado do recrudescimento das hostilidades entre os dois países.
“Os supostos ataques do Irã contra navios mercantes no Estreito de Ormuz, os supostos ataques dos Estados Unidos contra infraestruturas civis no Irã e os do Irã contra alvos desse tipo em outros países da região devem cessar imediatamente”, afirmou em um comunicado no qual lamenta o “enorme revés para a população civil” que representa o recrudescimento das hostilidades no Oriente Médio.
O advogado austríaco, que considera que a retomada dos ataques “minam os esforços de paz e agravam a instabilidade”, colocando em “grave risco” os Direitos Humanos na região, lembrou a Washington e Teerã de sua obrigação de “garantir o respeito ao Direito Internacional Humanitário”.
Assim, ele precisou que ambos os países devem tomar “todas as medidas necessárias” para proteger tanto a população civil quanto as infraestruturas civis e iniciar uma investigação “independente e sem demora sobre todas as supostas violações” cometidas no contexto da guerra iniciada com a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último dia 28 de fevereiro.
Sobre o Estreito de Ormuz, Turk considerou que “as notícias sobre seu fechamento são muito alarmantes devido ao seu impacto sobre os direitos humanos muito além da região”. “Trata-se de uma via vital da qual dependem milhões de pessoas. As interrupções no fluxo de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos necessários têm graves consequências socioeconômicas e humanitárias, tanto em nível regional quanto mundial”, alertou.
O Alto Comissário instou, por tudo isso, as autoridades americanas e iranianas a restabelecerem “imediatamente” o cessar-fogo e a aplicá-lo de acordo com o Direito Internacional, apostando em “dar prioridade à diplomacia, à moderação e à distensão”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou “aberto” na segunda-feira o Estreito de Ormuz e anunciou que seria cobrada uma taxa de 20% sobre todas as mercadorias que transitassem por essa passagem, a título de segurança, embora nesta mesma terça-feira tenha decidido substituir essa iniciativa por acordos comerciais e investimentos dos países do Golfo nos Estados Unidos.
O ocupante da Casa Branca tornou público seu plano, que acabou sendo arquivado, depois que o Irã anunciou, no domingo, o fechamento dessa passagem marítima em resposta aos últimos ataques norte-americanos, que representam uma violação do princípio de entendimento alcançado em junho passado.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático