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MADRID 29 jan. (EUROPA PRESS) - As Nações Unidas garantiram nesta quarta-feira ter recebido indicações das autoridades israelenses de que “no final desta semana” permitirão a reabertura da passagem fronteiriça de Rafá — que liga a Faixa de Gaza ao Egito —, pelo menos no que se refere ao tráfego de pedestres, embora o organismo internacional tenha salientado o quão “crucial” seria abri-lo ao transporte de mercadorias, tanto humanitárias como do setor privado. “Disseram-nos que reabririam (a passagem), pelo menos para o tráfego pedonal, no final desta semana. Estamos a tentar obter mais detalhes. Gostaríamos que fosse aberto ao transporte de carga, tanto humanitária como do setor privado, o que é crucial para reativar a economia de Gaza”, afirmou em coletiva de imprensa Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.
Os responsáveis das Nações Unidas estão, segundo ele, trabalhando tanto com parceiros israelenses quanto americanos “para tentar ampliar o alcance da ajuda”, um objetivo no qual o tráfego através de Rafah constituiria um marco importante, embora a ONU busque “expandir” suas operações humanitárias também através de corredores como o da Jordânia, “um recurso vital” para esse fim no norte do enclave palestino.
Por isso, a ONU mantém “conversações com os israelenses e outros países para aumentar o fluxo de ajuda humanitária”, incluindo o tráfego através deste posto fronteiriço setentrional.
Horas antes, o coordenador humanitário das Nações Unidas para o Território Palestino Ocupado, Ramiz Alakbarov, mostrou-se “encorajado” perante o Conselho de Segurança pela eventual reabertura da passagem de Rafá, parte do previsto na primeira fase do acordo de paz para Gaza impulsionado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
No entanto, Alakbarov também alertou que as agências humanitárias “ainda não podem operar em grande escala” na Faixa, uma vez que “o seu trabalho é dificultado pela insegurança, pelas dificuldades no despacho alfandegário, o número limitado de parceiros autorizados pelas autoridades israelenses a introduzir mercadorias, os atrasos e as recusas de carga nos cruzamentos fronteiriços e as rotas limitadas disponíveis para o transporte de suprimentos dentro do enclave”.
Especificamente, o coordenador humanitário afirmou que, “desde 10 de outubro, apenas 9% da ajuda processada entrou em Gaza através do (corredor da) Jordânia”, uma das “muitas incertezas” que têm afetado a situação atual dos territórios palestinos ocupados.
As Nações Unidas mostraram assim o seu desejo de ampliar as operações humanitárias e aumentar o tráfego para a Faixa de Gaza, por enquanto à espera da possível reabertura da passagem de Rafah, também reivindicada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e oficialmente condicionada a questões que já foram resolvidas: a última delas, a recuperação dos restos mortais do último refém no enclave palestino, confirmada nesta segunda-feira pelo Exército israelense.
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