Publicado 29/05/2025 22:30

A ONU afirma que Israel bloqueou todas as tentativas de entregar ajuda a Gaza nos últimos três dias

28 de maio de 2025, Deir El-Balah, Faixa de Gaza, Território Palestino: Palestinos deslocados carregam sacos de ajuda alimentar depois que pessoas invadiram um armazém do Programa Mundial de Alimentos em Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza. As Naçõe
Europa Press/Contacto/Belal Abu Amer

MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -

As Nações Unidas denunciaram nesta quinta-feira que Israel impediu "todas" as suas tentativas nos últimos três dias de distribuir ajuda de "quase 600" caminhões que "foram descarregados no lado de Gaza da passagem de Kerem Shalom".

"Precisamos da autorização deles para ir e coletar o material (...), para voltar, e também temos que aceitar que a rota que eles autorizaram (...) não é uma rota que consideramos insegura", disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, em uma coletiva de imprensa.

Ele disse que a ajuda que as autoridades israelenses estão permitindo entrar na Faixa de Gaza "é apenas uma gota no balde" em comparação com o que é necessário para ajudar 2,1 milhões de pessoas "em um momento em que toda a população da Faixa de Gaza corre o risco de passar fome".

Dujarric também se referiu às declarações feitas pelo embaixador de Israel na ONU, Danny Dannon, na quarta-feira, tentando desmentir o órgão internacional e pedindo que ele "deixe seu ego de lado" e faça seu trabalho. Ele disse que "a melhor maneira de esclarecer isso é permitir que os jornalistas vão aonde querem ir em Gaza". "Estamos fazendo nosso trabalho, fazendo o que podemos continuamente para tentar obter esses bens todos os dias", acrescentou.

O representante de António Guterres também respondeu aos comentários de Danon, que acusou a ONU de extorquir dinheiro e ameaçar organizações humanitárias que cooperam com a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), que é apoiada por Israel e pelos EUA.

"Quando foi a última vez que ameaçamos alguém?", perguntou Dujarric retoricamente. "Não estamos no negócio de ameaçar pessoas (...). Não somos uma organização ameaçadora. Infelizmente, às vezes", acrescentou.

O porta-voz criticou novamente o novo mecanismo de distribuição "militarizado" por "não atender às necessidades da população de Gaza. Isso os coloca em perigo e vai contra os princípios humanitários.

"Acreditamos que os recursos e a atenção que os serviços de segurança israelenses e o governo israelense dedicam para facilitar o trabalho da GHF seriam mais bem gastos facilitando e apoiando o trabalho da ONU e de nossos parceiros, que têm um histórico comprovado de distribuição eficaz de ajuda em Gaza", disse Dujarric.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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