Publicado 05/01/2026 13:06

ONGs denunciam que nada justifica "intervenção armada ou tutela externa" dos EUA na Venezuela

Archivo - Arquivo - Várias pessoas durante uma manifestação contra o regime de Nicolás Maduro antes de sua posse como presidente da Venezuela em 9 de janeiro de 2025 em Caracas, Venezuela. A equipe de campanha da líder da oposição venezuelana María Correa
Jimmy Villalta - Arquivo

MADRID 5 jan. (EUROPA PRESS) -

O Comitê Coordenador de Organizações de Desenvolvimento expressou sua "condenação categórica da agressão militar" dos Estados Unidos na qual o presidente Nicolás Maduro foi capturado, enfatizando que, apesar da "deterioração democrática" vivida na Venezuela nos últimos anos, nada justifica uma intervenção armada ou "tutela externa".

Em um comunicado, o coordenador quis expressar sua "condenação categórica da agressão militar" de Washington, que considera "uma violação do direito internacional e uma interferência inadmissível nos assuntos internos de um país soberano".

"A intenção de 'tutelar' a Venezuela e administrar uma transição política é particularmente grave, assim como a ameaça de um uso maciço da força para obter fundos e recursos para as empresas norte-americanas", disse.

A MESMA LÓGICA DA RÚSSIA NA UCRÂNIA

As ONGDs espanholas também consideram que o ataque dos EUA "ameaça a paz global e torna o mundo menos seguro", pois "dá luz verde a qualquer nação do mundo que deseje atacar outro país para se apropriar de seus recursos ou mudar seus governos".

Nesse sentido, advertem que "é a mesma lógica de força que a Rússia usou para justificar sua invasão da Ucrânia" e "é a lógica da impunidade que permitiu que Israel cometesse genocídio sem sanções ou consequências".

Embora reconheçam que "a Venezuela está passando por uma deterioração democrática prolongada" depois que as autoridades "limitaram o espaço para a sociedade civil", que "mais de 20 milhões de pessoas vivem em pobreza multidimensional" e que quase 8 milhões de venezuelanos deixaram o país, "nada disso justifica a intervenção armada ou a tutela externa dos EUA sobre a Venezuela", argumentam.

A SAÍDA DEVE SER DECIDIDA PELO POVO VENEZUELANO

"A única solução legítima e sustentável deve ser construída pelos próprios venezuelanos, por meio de mecanismos pacíficos e democráticos", argumentam, alertando que a "agressão" dos EUA "não pode ser entendida separadamente dos interesses econômicos e estratégicos que a impulsionam".

Em sua opinião, o objetivo final é a "apropriação de recursos e controle econômico, especialmente sobre as reservas de energia da Venezuela", o que "ameaça estabelecer formas de tutela e pilhagem típicas de um protetorado econômico incompatível com os princípios de soberania, justiça social e desenvolvimento sustentável".

Nesse sentido, advertem que "é urgente agir com responsabilidade e respeito à legalidade internacional como forma de canalizar a situação para um contexto consistente com a legalidade internacional, protegendo a população civil e reforçando o diálogo democrático".

Assim, instam a comunidade internacional, o governo espanhol e a UE, entre outras coisas, a "exigir a garantia de respeito ao princípio da soberania permanente da Venezuela sobre seus recursos naturais, evitando qualquer forma de apropriação, controle ou tutela externa contrária ao direito internacional" por parte dos Estados Unidos.

Eles também pedem que "promovam uma resolução pacífica do conflito, garantindo o respeito aos direitos humanos, a cobertura das necessidades humanitárias existentes e a participação da sociedade civil venezuelana na tomada de decisões, a fim de superar a crise atual dentro da estrutura de respeito à democracia e ao direito internacional".

E, por fim, exigem que "defendam uma posição clara e ativa em defesa da legalidade internacional, promovendo iniciativas diplomáticas e multilaterais que contribuam para o desanuviamento da situação atual, a prestação de contas e a construção da paz".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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