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MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou neste domingo a morte de um profissional de saúde, bem como a “destruição” de um depósito com material médico na província de Bint Yebeil, no sul do Líbano, no âmbito da ofensiva militar israelense para alcançar o rio Litani, que separa o sul do Líbano do resto do país.
“A intensificação das operações militares de Israel no sul do Líbano provocou a morte de mais um profissional de saúde. Um profissional de saúde faleceu em um ataque contra uma ambulância em Bint Yebeil”, condenou Tedros em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual acrescenta que, nessa mesma zona, um armazém com material médico “foi destruído em um ataque”.
Na sequência dos ataques perpetrados neste domingo, a OMS confirmou a morte de 51 profissionais de saúde libaneses desde o último dia 2 de março, entre eles nove profissionais que perderam a vida neste sábado.
Diante dessa situação, o diretor-geral da organização pediu a "cessação imediata" dos ataques contra instalações de saúde, insistindo na necessidade de que esse tipo de agressão "não se torne uma norma".
“Os profissionais de saúde estão protegidos pelo Direito Internacional Humanitário e não devem ser alvo de ataques”, lembrou Tedros para, em última instância, defender a paz como “o melhor remédio”.
Neste domingo, pelo menos dois profissionais de saúde da Organização Islâmica para a Saúde morreram no sul do Líbano em meio a novos ataques do Exército israelense contra uma dezena de localidades da região, aos quais o partido-milícia xiita libanês Hezbollah respondeu com bombardeios a bases militares israelenses na fronteira.
Segundo a agência oficial de notícias libanesa NNA, os profissionais foram atingidos por um projétil israelense perto do hospital de Bint Yebeil. No entanto, Israel não se pronunciou sobre o ataque em questão, embora seu porta-voz, Avichai Adrai, tenha voltado a denunciar neste domingo que o Hezbollah está utilizando ambulâncias e centros médicos para preparar ataques contra Israel.
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