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MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) condenou a morte de 14 profissionais de saúde em ataques israelenses perpetrados nas últimas horas no sul do Líbano. "A OMS condena essas trágicas perdas de vidas e ressalta que os profissionais de saúde devem ser sempre protegidos. De acordo com o direito internacional humanitário, o pessoal e as instalações médicas nunca devem ser atacados ou militarizados”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Tedros confirmou assim a morte de doze médicos, paramédicos e enfermeiros em um ataque perpetrado na noite de sexta-feira contra o centro de atenção primária de Burj Qalawiya, no distrito de Bint Yebeil, no sul do Líbano. Horas depois, outros dois paramédicos morreram em ataques contra uma instalação de saúde em Al Souana.
“Esses incidentes evidenciam o ataque contra o sistema de saúde do Líbano, crucial para a população. Desde 2 de março, a OMS verificou 27 ataques contra o sistema de saúde libanês que causaram a morte de 30 pessoas e 35 feridos, incluindo as vítimas de sexta-feira”, destacou a organização internacional de saúde.
A OMS alerta que a intensificação do conflito aumenta o risco de que ocorram esse tipo de “tragédias”. “É necessária uma ação urgente para acalmar a crise e proteger a saúde das pessoas em toda a região”, ressaltou. “Bombardear um hospital ou uma escola não é um erro de cálculo. Matar um paramédico não é um dano colateral. Matar civis de fome não é uma tática de negociação. São crimes de guerra. Parem já. Chamem isso pelo que é”, acrescentou Tedros em uma mensagem separada.
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