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MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
A Organização Marítima Internacional (OMI) decidiu nesta quinta-feira suspender o plano anunciado há dois dias para evacuar 11.000 marinheiros que continuam retidos nas águas do Estreito de Ormuz, após um navio cargueiro ter sido atingido por um projétil na costa de Omã.
“Decidi suspender temporariamente sua aplicação com o objetivo de reconfirmar se ainda existem as garantias de segurança necessárias para os navios que constam em nossa lista de evacuação e para todos os que se encontram na região”, informou seu secretário-geral, Arsenio Domínguez.
A decisão foi tomada “para garantir uma abordagem coordenada e a segurança da navegação” nas águas do estreito e “até que haja maior clareza”, explicou Domínguez em um comunicado, no qual defendeu que “a segurança dos marítimos continua sendo fundamental”.
A suspensão do plano ocorre após a organização ter sido “informada de que hoje ocorreu um ataque no Golfo de Omã contra um navio (...) que não navegava sob a proteção do quadro de evacuação da OMI”, acrescentou ele em uma nota na qual enfatizou a necessidade de evitar que os marinheiros retidos em Ormuz “se tornem vítimas colaterais desse conflito geopolítico”.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), vinculado à Marinha britânica, informou ao longo do dia sobre um incidente ocorrido a 7,5 milhas náuticas, cerca de 14 quilômetros, a sudeste de Dahit, em Omã.
“Um navio de carga foi atingido no lado de estibordo por um projétil desconhecido, o que causou danos na ponte de comando”, informou o centro britânico, que ressalta que não há vítimas nem impacto ambiental.
De qualquer forma, informou que as autoridades estão investigando o caso e aconselhou os navios que navegam pela região a fazê-lo com cautela.
A OMI anunciou nesta terça-feira o referido plano em coordenação com os governos dos Estados Unidos, do Irã e de Omã, bem como com os demais países costeiros da região e empresas do setor marítimo, no âmbito do memorando de entendimento assinado na semana passada entre as autoridades americanas e iranianas.
Justamente a gestão do Estreito de Ormuz está sendo objeto de debate entre o Irã e Omã, nação que sinalizou nesta mesma quinta-feira que não cobrará pelo tráfego marítimo, após ter analisado com as autoridades iranianas a imposição de pedágios às embarcações que desejem atravessar esse estreito estratégico, em resposta à ofensiva lançada pelos Estados Unidos contra Teerã no final de fevereiro.
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