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MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -
A Organização Marítima Internacional (OMI) condenou “inequivocamente” os ataques contra navios no Mar Vermelho, em uma alusão velada às ações dos rebeldes huti do Iêmen, que impedem a passagem pelo estreito de Bab el Mandeb, em consonância com seu bloqueio contra a Arábia Saudita, à qual acusam de um “cerco”.
“Condeno inequivocamente os recentes ataques contra navios internacionais na região do Mar Vermelho. Esses ataques são indefensáveis”, declarou o secretário-geral da OMI, Arsenio Domínguez.
Denunciando que essas ações “colocam em risco a vida dos marítimos, ao mesmo tempo em que ameaçam a segurança do transporte marítimo internacional, o meio ambiente marinho e a estabilidade das cadeias de abastecimento globais”, o dirigente da OMI lembrou que os marítimos são “pessoal civil que realiza um trabalho essencial que sustenta as economias e as comunidades em todo o mundo”.
Por isso, ele ressaltou que “os operadores de navios devem avaliar minuciosamente os riscos antes de navegar pela região”. “Os marítimos nunca devem ser colocados em perigo nem atacados em situações de conflito ou instabilidade”, afirmou.
Paralelamente, Domínguez reiterou um apelo “pela libertação imediata e incondicional de todos os marinheiros que permanecem em cativeiro após os ataques de pirataria na região do Mar Vermelho e do Golfo de Áden”, defendendo que “garantir sua segurança é uma obrigação fundamental nos termos do Direito Internacional e uma responsabilidade compartilhada pela comunidade global”.
Quanto à situação geopolítica, o dirigente da OMI argumentou que, sendo o Mar Vermelho “um corredor marítimo crucial para o comércio internacional, os contínuos ataques contra navios nessa região correm o risco de intensificar as tensões, perturbar ainda mais as rotas comerciais e minar o princípio da liberdade de navegação”.
“A redução da tensão é a única solução”, afirmou em um comunicado no qual, além disso, se mostrou “igualmente preocupado com a possível contaminação decorrente desses incidentes relatados no Mar Vermelho e de incidentes anteriores na zona do Estreito de Ormuz”, eventos nos quais vários petroleiros, entre outras embarcações, sofreram incêndios e explosões.
“A OMI continuará acompanhando a situação e está disposta a prestar assistência, caso seja necessário”, acrescentou.
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