MINISTRO DE EXTERIORES DE OMÁN EN X
MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al Busaidi, garantiu nesta quinta-feira aos seus homólogos do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) que não será cobrada taxa pelo tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, após ter discutido com as autoridades do Irã a imposição de pedágios às embarcações que desejarem atravessar esse ponto estratégico, em resposta à ofensiva lançada pelos Estados Unidos contra Teerã no final de fevereiro.
“Os futuros acordos relativos ao estreito (de Ormuz) não implicarão a cobrança de qualquer tipo de taxa de trânsito”, afirmou ele em uma reunião realizada com os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, do Kuwait, dos Emirados Árabes Unidos, do Bahrein e do Catar, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Durante a reunião, realizada na capital do Bahrein, Manama, o ministro das Relações Exteriores de Omã enfatizou “a importância de restabelecer a liberdade de navegação” e garantir a segurança do tráfego no estreito de Ormuz, conforme consta em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
Além disso, ele defendeu que seu país, na qualidade de Estado ribeirinho do estreito, tem a “responsabilidade especial” de apoiar os esforços da comunidade internacional para “garantir a navegação marítima” na região, bem como por suas obrigações decorrentes do Direito Internacional e da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar.
Mascate e Teerã concordaram, há dois dias, em criar um grupo de trabalho conjunto para chegar a um acordo sobre a “futura administração da navegação” pelo Estreito de Ormuz, incluindo “discussões” com os Estados ribeirinhos do Golfo Pérsico e “outras partes relevantes”, antes de insistirem em seus “direitos soberanos” sobre essa passagem estratégica.
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