Publicado 24/07/2026 09:30

Omã defende que o Estreito de Ormuz permaneça “aberto e acessível” à navegação internacional

Archivo - Arquivo - 30 de dezembro de 2024, Teerã, Irã: O presidente da Assembleia Legislativa iraniana (não aparece na foto) se reúne com o ministro das Relações Exteriores de Omã, SAYYID BADR BIN HAMAD AL BUSAISI, em Teerã.
Europa Press/Contacto/Icana - Arquivo

MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al Busaidi, defendeu nesta sexta-feira que o Estreito de Ormuz permaneça “aberto e acessível” à navegação internacional e que não haja obstáculos ao tráfego marítimo, enfatizando a “cooperação responsável” entre os Estados ribeirinhos e os usuários das rotas marítimas.

“Ele reiterou a posição firme do Sultanato de Omã de que as vias navegáveis estratégicas, incluindo o Estreito de Ormuz, permaneçam abertas e acessíveis à navegação, livres de qualquer medida que possa obstruir a liberdade de navegação e o comércio internacional”, afirmou Al Busaidi em sua intervenção na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), conforme informou o Ministério das Relações Exteriores de Omã.

De qualquer forma, ele enfatizou que, para garantir rotas abertas e seguras, é necessária “uma cooperação responsável entre os Estados ribeirinhos e todos os usuários dessas rotas marítimas”. Nesse sentido, destacou a cooperação existente no Estreito de Malaca e em Cingapura, que considera “um modelo para fortalecer a confiança e consolidar a responsabilidade compartilhada”.

O diálogo aberto contribui para a construção da estabilidade, defendeu o ministro de Omã, reiterando o apoio ao diálogo “sempre que possível” e reafirmando sua intenção de promover processos de negociação para resolver conflitos, como faz no caso do Irã, onde atua como mediador ao lado do Paquistão e do Catar.

Al Busaidi defendeu o valor do Direito Internacional, como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, “como base da segurança marítima”, enfatizando que o respeito às suas disposições “garante a liberdade de navegação, essencial para o comércio mundial, a segurança alimentar e a segurança energética”.

Essas declarações ocorrem no momento em que Omã e o Irã negociam um sistema de gestão do Estreito de Ormuz, diante das aspirações do Irã de impor taxas aos navios que atravessam o estreito a título de serviços e compensações ambientais — encargos que as autoridades iranianas evitam chamar de pedágios.

Teerã defende que o acordo firmado com Washington consolida seu papel na gestão do estreito, enquanto seus críticos consideram que ele altera o equilíbrio existente antes da guerra.

Tornado a principal arma de pressão do Irã para conter a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro passado, o estreito de Ormuz tem passado, desde então, por uma escalada militar que culminou nos ataques iranianos à navegação e na reimposição, por parte dos Estados Unidos, do bloqueio perimetral na área, que visa o bloqueio dos portos e navios iranianos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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