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MADRID, 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo de Omã afirmou nesta segunda-feira que "trabalha intensamente" para alcançar um acordo que garanta a passagem de navios pelo estreito de Ormuz e alertou para as consequências da continuação de uma guerra que "não é culpa" do Irã, que respondeu limitando o tráfego naval na referida via diante da ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
“Omã está trabalhando intensamente para estabelecer acordos de passagem segura no estreito de Ormuz”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al Busaid, em uma mensagem nas redes sociais, onde ressaltou que “independentemente da opinião que se tenha sobre o Irã, esta guerra não é culpa dele”.
Além disso, ele ressaltou que o conflito “já está causando graves problemas econômicos” em nível mundial. “Temo que a situação piore consideravelmente se a guerra continuar”, alertou o chefe da diplomacia omanita, que estava mediando conversas indiretas entre Washington e Teerã para alcançar um novo acordo nuclear quando os Estados Unidos e Israel lançaram sua ofensiva em grande escala.
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou, nos últimos dias, ataques contra navios no estreito de Ormuz, como parte de sua resposta à referida ofensiva contra o país asiático, que também atacou território israelense e interesses americanos no Oriente Médio, incluindo bases militares.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu no sábado um ultimato de 48 horas ao Irã para que reabrisse o Estreito de Ormuz e ameaçou atacar instalações energéticas caso contrário, embora nesta segunda-feira tenha anunciado um adiamento de cinco dias dessas operações, citando conversas com Teerã, que até o momento não se pronunciou a respeito.
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