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BRUXELAS 26 fev. (EUROPA PRESS) -
O Gabinete Europeu de Luta Antifraude (OLAF) está a examinar a gestão do britânico Peter Mandelson durante o seu mandato como comissário europeu entre 2004 e 2008, após terem sido reveladas as alegadas ligações do ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
“Podemos confirmar que estamos examinando o assunto”, informaram à Europa Press fontes da agência europeia, que, no entanto, alertam que isso não significa que tenham iniciado uma investigação formal.
Como parte dos procedimentos habituais, o Gabinete Antifraude deve “analisar todas as informações recebidas que possam ser de interesse” para uma potencial investigação e só após essa avaliação decidir se deve ou não abrir uma investigação, esclarecem as mesmas fontes.
A ação da OLAF responde a um pedido enviado em 18 de fevereiro pela Comissão Europeia que, segundo indicou um porta-voz comunitário à Europa Press, solicitou a ajuda de especialistas antifraude para investigar o grande volume de documentação que veio a público no contexto do caso Epstein.
Os membros do Colégio de Comissários estão sujeitos às obrigações decorrentes diretamente dos Tratados e às “obrigações éticas” que emanam do Código de Conduta, explicou o porta-voz, após lembrar que Mandelson ocupou a pasta do Comércio durante quatro anos na Comissão de Durao Barroso.
“Sempre que houver indícios de uma possível violação das obrigações decorrentes do Código de Conduta, a Comissão avalia essas possíveis violações e, se necessário, toma as medidas pertinentes”, explica a fonte.
Neste contexto, e tendo em conta os “novos documentos recentemente publicados”, a Comissão Europeia tomou a decisão de “investigar e avaliar” se pode existir algum incumprimento das obrigações estabelecidas no referido Código.
“Dadas as circunstâncias e a quantidade considerável de documentos disponíveis publicamente, a Comissão Europeia também solicitou ao OLAF, em 18 de fevereiro, que investigasse o assunto”, conclui o porta-voz.
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