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MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
Um grupo de oito países muçulmanos divulgou nesta quinta-feira um comunicado conjunto para destacar os riscos que ameaçam os esforços em prol da paz, incluindo o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Faixa de Gaza, devido às “violações contínuas” cometidas por Israel.
Os ministros das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita, Jordânia, Paquistão, Indonésia, Turquia e Egito alertaram que Israel está colocando em risco a resolução política do conflito e agravando ainda mais a catástrofe humanitária na Faixa de Gaza com suas ações.
“A postura de Israel está minando os esforços para implementar esta segunda fase do plano de paz dos Estados Unidos, ainda mais depois que o Hamas e as demais facções palestinas aceitaram esse roteiro que prevê, entre outras questões, o desarmamento desses grupos”, segundo o comunicado.
Da mesma forma, eles ressaltaram que essas “violações contínuas” de Israel na Faixa “não podem ser consideradas isoladamente dos ataques perpetrados pelos colonos na Cisjordânia ocupada, a expansão ilegal dos assentamentos e as medidas unilaterais para alterar o ‘status quo’ em Jerusalém.
Nesse sentido, criticaram o fato de Israel pretender impor seus interesses pela força e, com isso, “minar os fundamentos da solução de dois Estados e marginalizar os direitos legítimos do povo palestino”, o que constitui uma “violação flagrante” do Direito Internacional e das resoluções da ONU.
Esses oito países instaram a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades e agir de maneira oportuna e eficaz para obrigar Israel a cumprir suas obrigações legais, ao mesmo tempo em que se esclarecem as responsabilidades pelas “graves violações” que vêm sendo cometidas nos últimos anos.
“O único caminho para alcançar uma paz justa e integral é o início de um processo político sério que conduza à implementação da solução de dois Estados, incluindo o estabelecimento de um Estado palestino independente e soberano com base nas fronteiras de 1967, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, afirmaram.
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