Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 16 maio (EUROPA PRESS) -
Oito países latino-americanos assinaram nesta sexta-feira uma declaração conjunta sobre “a situação humanitária” na Bolívia, em meio aos protestos dos setores de mineração, agricultura e educação que paralisaram a capital e colocaram o governo de Rodrigo Paz em plena crise.
“Os países abaixo assinados manifestamos nossa preocupação com a situação humanitária na Bolívia, resultado dos protestos e bloqueios de estradas que levaram à escassez de alimentos e insumos essenciais para a população”, declararam conjuntamente Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá, Paraguai e Peru.
O governo boliviano enfrenta um clima de tensão crescente após semanas de protestos convocados por diversos setores sociais que exigem aumentos salariais e rejeitam a privatização de empresas públicas. A crise se agravou nesta sexta-feira com a mobilização de milhares de mineiros, que paralisaram a capital do país exigindo que suas reivindicações fossem atendidas, em um dia que resultou em confrontos violentos com agentes das forças de segurança.
É por isso que os países signatários rejeitaram, dessa forma, “toda ação voltada para desestabilizar a ordem democrática” e para “alterar a institucionalidade” do governo boliviano. Além disso, eles quiseram apoiar o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, “eleito democraticamente nas eleições gerais de 2025”.
“Nesse sentido, reiteramos nossa solidariedade com o governo e o povo boliviano e exortamos todos os atores políticos e sociais a canalizar suas divergências, privilegiando o diálogo, o respeito às instituições e a preservação da paz social”, condenou o comunicado.
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