MOGUER (HUELVA), 27 (EUROPA PRESS)
A Guardia Civil está investigando oito pessoas como supostos autores de um crime de fraude usando o método do "filho em apuros", fazendo-se passar, através de mensagens telefônicas, pelos filhos das vítimas, neste caso uma mulher de Moguer (Huelva), para receber somas de dinheiro em contas bancárias.
Conforme indicado pelo Instituto Armado em uma nota, a chamada 'Operação Celada' começou como resultado de uma denúncia apresentada por uma mulher de 77 anos de Moguer, com quem a organização criminosa entrou em contato por meio de uma rede de mensagens instantâneas e "devido à sua idade avançada e ao seu pouco domínio das redes sociais, ela pensou que estava falando com um filho que precisava de sua ajuda com urgência".
Dessa forma, a mulher fez uma transferência instantânea devido "à ansiedade e ao nervosismo do momento" e, mais tarde, descobriu que era tudo falso quando realmente entrou em contato com seu filho.
As investigações e o estudo econômico de várias contas envolvidas no golpe resultaram na investigação de oito pessoas em diferentes partes da Espanha, a maioria delas na província de Barcelona. Por esse motivo, foram tomadas medidas em coordenação com quatro delegacias da Guardia Civil em Barcelona, Ciudad Real, Tenerife e A Coruña para esclarecer os fatos, que também coletaram reclamações de vítimas desse tipo de golpe.
A Guardia Civil explicou que essas pessoas sob investigação são consideradas "mulas financeiras" - pessoas usadas por organizações criminosas para movimentar dinheiro obtido de forma fraudulenta em troca de uma comissão - e informou que até oito contas bancárias controladas pela organização foram bloqueadas.
Essas contas tinham movimentações de "origem ilícita", no valor de mais de 14.000 euros, que foram depositadas junto à autoridade judicial competente, depois de terem sido solicitadas pelos agentes encarregados da investigação.
A operação foi realizada pela Área de Serviços ao Cidadão do Posto Principal da Guardia Civil em Moguer. A Guardia Civil recomendou não fazer transferências bancárias sem antes entrar em contato com a pessoa que fez a solicitação por telefone.
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