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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estenderá seu programa de Retorno Voluntário Assistido (RVA) aos Estados Unidos para os migrantes que queiram retornar a seus países de origem, depois que a administração de Donald Trump, que fez do endurecimento da política migratória uma das principais bandeiras destes primeiros meses de mandato, o solicitou.
A OIM já implementou esse programa em mais de cem países, "ajudando pessoas sem recursos, opções legais ou apoio a retornar a seus países de origem em condições dignas e seguras", como explicou a agência em um comunicado divulgado na segunda-feira, no qual adverte sobre as "complexidades" do próprio sistema.
No caso dos Estados Unidos, a organização esclareceu que cabe às próprias autoridades nacionais "determinar sua própria política migratória" e que a OIM, em nenhum caso, "facilita" ou "implementa" deportações como as realizadas este ano pela Administração Trump.
"Nosso envolvimento começa somente depois que uma pessoa dá consentimento informado para ter acesso à assistência", esclareceu a organização, em uma tentativa de se distanciar de outras doutrinas políticas e confiando que pode ajudar as pessoas vulneráveis a tomar as decisões certas, sabendo que elas podem mudar suas vidas.
Nesse sentido, advertiu que nos Estados Unidos "muitos migrantes enfrentam uma realidade muito desafiadora" que inclui "navegar em sistemas complexos com opções e recursos limitados".
Trump prometeu acelerar as deportações e, além disso, aplicar um novo programa de expulsões para terceiros países, como o que já iniciou com El Salvador, onde chegaram centenas de venezuelanos que foram identificados pelas autoridades dos EUA por seus supostos vínculos com grupos armados.
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