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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou nesta quarta-feira que mais de 125 mil pessoas, em sua maioria sírios e cerca de metade delas crianças, cruzaram do Líbano para a Síria, o que, segundo a organização, comprova “o crescente impacto regional do conflito”, num contexto marcado pelos novos bombardeios lançados por Israel contra posições no Líbano que atribui ao partido-milícia xiita libanês Hezbollah, em meio à ofensiva israelense e norte-americana contra o Irã e aliados de Teerã, como o referido grupo xiita.
“Até 17 de março, mais de 125.000 pessoas cruzaram do Líbano para a Síria, de acordo com os dados mais recentes da Matriz de Acompanhamento de Deslocamentos na Síria da Organização Internacional para as Migrações (OIM)”, anunciou a entidade das Nações Unidas em um comunicado à imprensa no qual especifica que “cerca de metade são crianças” e “a maioria são cidadãos sírios, enquanto cerca de 7.000 são libaneses, o que evidencia o crescente impacto regional do conflito”.
Além disso, a diretora-geral da OIM, Amy Pope, alertou que “o risco de uma crise de deslocamento muito maior é real e está aumentando”. “As necessidades aumentam rapidamente e exigem um rápido aumento da capacidade de resposta, tanto dentro da Síria quanto em toda a região”, afirmou ela, alertando que “sem apoio urgente, a assistência crucial será insuficiente em um momento em que as famílias já sofreram grandes perdas”.
Especificamente, a organização alertou que “a infraestrutura e os serviços públicos da Síria continuam enfraquecidos, após mais de uma década de crise”, enquanto “destinos-chave, como Raqqa, Damasco e Homs, estão sob pressão cada vez maior”. Raqqa, especificamente, recebeu “cerca de 21% das chegadas, muitas delas em áreas remotas onde o acesso a alimentos, água e atendimento médico é limitado”, conforme destacou a organização.
Nesse sentido, após indicar que outros deslocados se concentram em áreas urbanas densamente povoadas ao redor de Damasco, “o que intensifica ainda mais a pressão sobre os serviços básicos”, a OIM alertou que “um aumento ainda maior no número de chegadas poderia sobrecarregar a capacidade local e provocar novos deslocamentos internos”.
Por isso, Pope sublinhou que “a comunidade internacional deve agir agora para evitar que esta crise se agrave ainda mais”, conforme consta do comunicado em que a organização destacou a importância de “aumentar urgentemente o apoio para atender às necessidades imediatas, fortalecer a preparação e prevenir uma maior deterioração de uma situação já de si frágil”.
“As deslocações devem ser seguras, voluntárias e dignas, e a magnitude e o perfil das chegadas — em particular o elevado número de crianças — exigem uma resposta urgente centrada na proteção”, afirmou a Organização Internacional para as Migrações.
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