Publicado 16/04/2026 19:58

A OIM apela ao respeito pelo cessar-fogo no Líbano e alerta que a crise "está longe de ter chegado ao fim"

14 de abril de 2026, Beirute, Líbano: Mulheres libanesas caminham entre os escombros causados pelos ataques aéreos israelenses em Beirute. O Líbano e Israel estão realizando suas primeiras conversações diplomáticas diretas em mais de 30 anos. As conversaç
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani

MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) saudou nesta quinta-feira o cessar-fogo de dez dias acordado pelas autoridades de Israel e do Líbano, ao mesmo tempo em que instou “todas as partes a respeitá-lo”, lembrando que, apesar dessa suspensão das hostilidades já em vigor, “a crise está longe de ter terminado”.

“Um cessar-fogo é o primeiro passo”, considerou a entidade da ONU em um comunicado no qual defendeu como “essencial” tentar “mantê-lo” com o objetivo de “salvar vidas e permitir que as pessoas reconstruam suas vidas”.

Por isso, ao afirmar que acolhe “com satisfação” o referido cessar-fogo, em vigor desde as 23h (meia-noite no Líbano), a organização pediu a “todas as partes” que respeitem o acordo, exigindo que “a proteção da vida dos civis” seja “prioridade absoluta”.

No entanto, também alertou que “apesar do cessar-fogo, a crise está longe de ter terminado”, na medida em que, segundo lamentou, “a destruição persiste” num contexto em que a magnitude do deslocamento tem sido “avassaladora”.

“Mais de um milhão de pessoas foram desalojadas por este conflito, e mais de 141 mil encontram-se atualmente refugiadas em mais de 700 centros de acolhimento espalhados por todo o país, muitas delas em escolas e prédios governamentais superlotados, onde as famílias compartilham salas de aula sem privacidade, aquecimento ou suprimentos básicos adequados", destacou a organização, acrescentando que "milhares de outras pessoas continuam sem abrigo, hospedadas em casas de acolhimento, dormindo em carros ou nas ruas".

A isso soma-se a perda de “mais de 2.000 vidas”, além dos centros de saúde, profissionais de saúde e infraestruturas essenciais, como pontes, estradas ou habitações, que foram alvo de ataques, ficando “destruídas ou gravemente danificadas”.

“As famílias não podem regressar a casas que já não existem”, insistiu a OIM, para, em seguida, salientar que a reconstrução exigirá um “financiamento sustentado e recursos essenciais”, sem os quais “o deslocamento corre o risco de se prolongar, possivelmente por anos”.

Nesse sentido, a entidade fez um apelo à comunidade internacional para que mantenha seu apoio à recuperação do Líbano, identificando como “necessidades humanitárias” de caráter “urgente” o alojamento, a assistência médica, os serviços de proteção, água e saneamento, e o apoio à saúde mental.

“Estamos preparados para continuar trabalhando junto ao Governo do Líbano e aos nossos parceiros para ajudar as populações deslocadas, os migrantes e as comunidades de acolhimento durante este período crítico”, concluiu a organização.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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