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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou nesta quinta-feira que “milhares de famílias” no Iêmen perderam “seus lares e o acesso a serviços básicos” devido às enchentes, deslocamentos e dificuldades econômicas que continuam assolando o país, onde se prevê que “mais de 22 milhões de pessoas — cerca de metade delas mulheres e meninas — precisarão de assistência humanitária e proteção" neste ano de 2026.
“Milhares de famílias perderam suas casas e o acesso a serviços básicos”, alertou o diretor regional da OIM para o Oriente Médio e o Norte da África, Othman Belbeisi, após uma visita de campo na qual destacou que “as comunidades são resilientes, mas as necessidades são imensas”.
Nesse sentido, a organização alertou que “anos de conflito deixaram o Iêmen com graves necessidades humanitárias”, além de “um deslocamento generalizado” que, somado às inundações e às dificuldades econômicas, não faz senão aumentar as referidas necessidades humanitárias em todo o país, “afetando as comunidades vulneráveis”.
A situação é tal que, de acordo com os números fornecidos pela própria OIM, “em 2026, mais de 22 milhões de pessoas — entre elas 10,95 milhões de mulheres e meninas — precisarão de assistência humanitária e serviços de proteção”. “Essa população inclui 5,2 milhões de deslocados internos, 329 mil migrantes e 63 mil refugiados e requerentes de asilo”, precisou.
Nesse contexto, a agência da ONU para as Migrações “continua investindo em soluções de longo prazo, além da resposta de emergência”, com esforços destinados a “reduzir a dependência da ajuda e apoiar as comunidades na reconstrução de suas vidas”, como o projeto hídrico da cidade de Maja, que “está restabelecendo o acesso à água potável para mais de 120.000 pessoas”, ou a escola Basuhaib em Aden, reabilitada pela própria OIM e que “oferece apoio a mais de 1.000 crianças e membros da comunidade local”.
“No entanto, a situação continua precária”, alertou a organização, que destaca que em áreas como a já mencionada Maja “as enchentes danificaram moradias e interromperam serviços essenciais”. “As comunidades enfrentam crises recorrentes, e suas necessidades aumentam mais rapidamente do que os recursos disponíveis”, acrescentou.
Por isso, o diretor da OIM na região, que visitou alguns dos projetos mencionados e se reuniu com autoridades governamentais e locais “para fortalecer a coordenação em matéria de migração, deslocamento, resposta humanitária e desenvolvimento”, destacou que “o apoio internacional contínuo é fundamental para garantir a continuidade da assistência e ajudar as comunidades a se recuperarem”.
“As necessidades humanitárias no Iêmen continuam graves e continuam aumentando, e as comunidades vulneráveis enfrentam crises cada vez mais complexas. O apoio internacional contínuo é essencial para manter a assistência vital e garantir que aqueles que correm maior risco não fiquem desamparados”, argumentou a organização.
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