Europa Press/Contacto/Juan Carlos Hernandez
MADRID, 25 jun. (EUROPA PRESS) -
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou nesta quinta-feira sobre as “necessidades urgentes” das pessoas deslocadas pelos “terremotos devastadores” que ocorreram na Venezuela e que, até o momento, deixaram pelo menos 164 mortos no país, “destruição generalizada e inúmeros feridos”.
Os terremotos, que afetaram “inúmeras famílias e comunidades”, conforme indicado pela OIM em um comunicado, causaram a perda de vidas humanas. “Nossos pensamentos estão com todos aqueles que perderam entes queridos, ficaram feridos ou viram suas casas e meios de subsistência serem destruídos”, afirmou.
“Neste momento difícil, manifestamos nossa solidariedade ao povo da Venezuela e aos profissionais que lutam incansavelmente para salvar vidas e ajudar as pessoas afetadas. Muitas pessoas estão deslocadas ou precisam de assistência urgente. As equipes da OIM estão avaliando a situação e coordenando suas ações em estreita colaboração com as autoridades nacionais e locais, os parceiros da ONU e as organizações humanitárias para identificar as necessidades mais urgentes e apoiar uma resposta rápida”, afirma o texto.
Assim, como parte desses esforços, a OIM garantiu que está se preparando para “prestar assistência de emergência em matéria de alojamento, água, saneamento, higiene e serviços de saúde, bem como itens essenciais não alimentares às famílias afetadas, ao mesmo tempo em que apoia os esforços para garantir que as populações deslocadas recebam a proteção e a assistência de que necessitam”.
“A magnitude desse desastre exige uma ação rápida e coletiva. Cada hora conta para chegar até aqueles que perderam tudo e ajudar as comunidades a iniciar o caminho rumo à recuperação”, afirmou.
Nesse sentido, a organização fez um apelo à comunidade internacional para que apoie os esforços humanitários e “acompanhe o povo da Venezuela enquanto ele enfrenta as consequências devastadoras desses terremotos”.
Além disso, lembrou que 2025 foi um ano de “desafios” no que diz respeito às populações deslocadas. No final daquele ano, 82,2 milhões de pessoas estavam deslocadas internamente em todo o mundo, enquanto mais de 7.900 migrantes perderam a vida nas rotas migratórias, o que “ressalta a necessidade urgente de uma ação internacional coordenada”, segundo a OIM.
PEDIDO DE AJUDA URGENTE
Por sua vez, o secretário-geral do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), Jan Egeland, indicou que esses terremotos “agravarão o sofrimento” da população. “O que os profissionais humanitários do NRC testemunham em Caracas e arredores é uma devastação inimaginável após os fortes terremotos cujo epicentro ficou a oeste da capital venezuelana”, alertou ele, segundo um comunicado.
“O devastador terremoto ocorreu na noite de um feriado nacional, quando muitas famílias estavam em suas casas. O prédio de escritórios do NRC em Caracas sofreu danos, mas, felizmente, todo o nosso pessoal está a salvo”, esclareceu.
“Este terremoto agravará o sofrimento de milhões de pessoas que já se encontram em extrema necessidade. Mais de um quarto da população do país já precisava de ajuda urgente mesmo antes dos terremotos”, lamentou.
Egeland enfatizou, assim, que o “profundo sofrimento da população venezuelana, mergulhada na crise, vem sendo ignorado há tempo demais”. “Nos últimos três anos, os profissionais humanitários no local receberam menos de um terço do financiamento necessário para fornecer até mesmo a ajuda humanitária mínima”, denunciou.
Por isso, ele pediu aos doadores que “aumentem urgentemente seu apoio, já que esses terremotos se tornaram uma catástrofe que se soma à crise”. “Não pode haver atrasos nessa ajuda. As autoridades nacionais e a comunidade internacional devem intensificar sua cooperação imediatamente para fornecer ajuda e viabilizar um plano viável para a reconstrução tão necessária”, concluiu.
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