Publicado 24/06/2026 06:00

A OEA pede apoio a medidas para restaurar a democracia em Cuba, na Nicarágua e na Venezuela

CIDADE DO PANAMÁ, 22 de junho de 2026  -- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert R. Ramdin (à esquerda), discursa durante a coletiva de imprensa de abertura da 56ª Assembleia Geral da OEA na Cidade do Panamá, Panamá, em 21
Europa Press/Contacto/Li Jiaxu

MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -

A Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu apoio a medidas para restaurar a democracia em Cuba, na Nicarágua e na Venezuela, ressaltando que o espaço democrático e cívico é fundamental para “a paz, a estabilidade e a prosperidade” na região.

Em um comunicado, a Secretaria-Geral da OEA reitera seu compromisso com a “ampliação do espaço democrático e cívico” como “pilar fundamental para a paz, a estabilidade e a prosperidade”. “Em um momento em que as instituições democráticas enfrentam pressões crescentes, a OEA ressalta a necessidade de fortalecer a democracia e a governança inclusiva, o respeito às liberdades fundamentais e as oportunidades de participação cidadã como condições essenciais para um hemisfério pacífico e próspero”, afirmou.

Em particular, a OEA manifestou sua “preocupação” com a situação em Cuba, Nicarágua e Venezuela, enfatizando “a necessidade de restaurar a democracia nesses países e de garantir o respeito aos princípios inter-americanos compartilhados em matéria de democracia e direitos humanos”.

De qualquer forma, ele deixou claro que as “soluções democráticas sustentáveis” devem ser lideradas em “nível nacional” e se basear na participação ativa dos atores nacionais, tanto “atores políticos” quanto “o setor privado, as organizações da sociedade civil e outros atores relevantes”.

A OEA defendeu a importância de se contar com sistemas democráticos “plenamente funcionais” nesses países para que os cidadãos “possam expressar livremente sua vontade e participar de maneira significativa da vida pública”. Assim, a OEA denunciou a “detenção prolongada” de pessoas por motivos políticos, algo “incompatível” com os princípios e compromissos do sistema interamericano: “nas Américas não há lugar para a perseguição política nem para a prisão com base em opiniões ou na dissidência”.

É por isso que reiterou sua exigência urgente pela “liberação incondicional de todas as pessoas detidas por motivos políticos”, em conformidade com as obrigações fundamentais em matéria de Direitos Humanos, após estender a mão a Cuba, Nicarágua e Venezuela para “colocar seus bons ofícios” à disposição delas, a fim de apoiar “a governabilidade democrática e o fortalecimento institucional”.

“A organização está preparada para acompanhar processos que contribuam para a ampliação do espaço democrático e cívico, facilitem o diálogo e a construção de consensos sobre o caminho a seguir, a realização de eleições, a proteção dos direitos humanos e a reconstrução da confiança nas instituições públicas”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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