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MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou nesta sexta-feira sua preocupação com o atual panorama em Honduras, em meio às tensões no país latino-americano decorrentes do processo eleitoral, que foi marcado por denúncias de fraude eleitoral e acusações de interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Por um lado, lamentou que um “grupo reduzido e não plural de deputados hondurenhos” se reunisse sem respeitar as normas do direito parlamentar para adotar uma decisão destinada a obstruir a transição pacífica do poder resultante de um processo eleitoral no qual se expressou a vontade da cidadania”, na votação de 30 de novembro.
Nesse contexto, observou com “consternação os atos de violência ocorridos dentro do Congresso Nacional, nos quais uma deputada ficou gravemente ferida”, em referência ao ataque com um suposto artefato explosivo contra Gladis Aurora López, em um incidente que obrigou o Exército a reforçar a segurança no prédio.
“Tais atos são incompatíveis com os princípios de qualquer sistema democrático”, diz um comunicado publicado pela Secretaria-Geral da OEA. Da mesma forma, rejeitou a “intervenção e criminalização dos conselheiros do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) por meio da participação do Ministério Público no processo eleitoral”. De fato, lembrou que as duas missões de observação eleitoral enviadas ao país indicaram que os resultados das eleições presidenciais “refletem a vontade do povo”. Com tudo isso, a Secretaria Geral fez um apelo para que se ponha fim às tentativas de obstruir a transição constitucional e instou para que esta seja realizada de forma pacífica e de acordo com a lei. “A democracia não se exerce apenas através do voto, mas também através da aceitação da vontade popular”, concluiu.
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