Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
A Missão de Observação Eleitoral (MOE) da OEA no Peru enviou cerca de dez observadores a diferentes circunscrições do país para “acompanhar” as próximas etapas do processo eleitoral, entre as quais se incluem — após a votação — a recolha do material eleitoral, a contagem das atas e a emissão de resoluções.
Especificamente, os especialistas da MOE/OEA foram designados para os departamentos de Lima, La Libertad, Arequipa, Cajamarca, Piura e Junín, bem como para o distrito eleitoral dos peruanos residentes no exterior (PEX), a fim de zelar pelo cumprimento correto, “entre outros, da retirada do material eleitoral, a apuração das atas, a resolução das atas observadas, a emissão de resoluções jurisdicionais e as audiências públicas de recontagem de votos”, reza um comunicado compartilhado pela entidade nas redes sociais.
Nesse sentido, a OEA reiterou seu apelo para “identificar com precisão” as causas que levaram ao atraso na entrega do material eleitoral em alguns pontos da capital peruana, alertando “com preocupação” sobre “a mediatização desses processos e investigações e seu possível uso como ferramentas de polarização política”.
A Missão também se fez eco da decisão unânime do Jurado Nacional Eleitoral (JNE) “sobre a inviabilidade da realização de eleições complementares no âmbito do processo presidencial de 2026” e insistiu na necessidade dessa medida para “garantir a integridade do processo” eleitoral e “o respeito irrestrito à vontade popular” manifestada pelos peruanos nas urnas.
Por fim, a MOE/OEA exigiu que se respeite o devido processo legal aos funcionários sob investigação, enfatizando a necessidade de justificar com provas materiais “qualquer acusação” pública e de resolver cada procedimento “na instância legal correspondente”, a fim de evitar “julgamentos sumários na opinião pública ou nas redes sociais”.
“A Missão exorta as autoridades competentes a conduzir essas investigações com a máxima prudência e respeito às instituições, privilegiando o rigor jurídico em detrimento do confronto midiático para salvaguardar a confiança no sistema eleitoral peruano”, afirma o comunicado.
Com 95% das cédulas apuradas, a ultraconservadora Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, é a vencedora virtual do primeiro turno. No dia 7 de junho será disputado um segundo turno, no qual se destaca como candidato o aspirante da esquerda, Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, que está a apenas 20.000 votos do terceiro colocado, o também conservador Rafael López Aliaga.
Apenas 20 mil votos de diferença o separam de López Aliaga, que já durante a campanha alertou para a possibilidade de fraude eleitoral, um fantasma que ele continuou a agitar após as eleições, apesar de não ter apresentado provas conclusivas que sustentem tais alegações.
A ONPE concluiu nesta quarta-feira o processamento de todas as cédulas, que agora aguardam a contagem pelos jurados eleitorais, responsáveis por somá-las ao resultado final após a aprovação de todos os controles de qualidade.
Com essas eleições, o Peru tenta conter uma crise política e institucional galopante, sem paralelo em toda a região, que o levou a ter até oito presidentes, incluindo o atual, em apenas uma década.
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