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MADRID 28 jun. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta sexta-feira uma resolução na qual se compromete a buscar soluções para acabar com a crise de violência que o Haiti está sofrendo devido à crescente atividade de gangues armadas e se comprometeu a continuar apoiando a Missão Multinacional de Apoio à Segurança no país (MSS), liderada pelo Quênia e apoiada pelas Nações Unidas, um mecanismo internacional que está no país há um ano.
Dessa forma, a OEA insta os Estados membros a prestar assistência "de acordo com (suas) capacidades" à MSS no Haiti por meio do Fundo Fiduciário da ONU e a fortalecer o Estado haitiano e suas forças armadas com "contribuições materiais e em espécie".
O texto aprovado na 55ª Assembleia Geral do órgão internacional também pede aos países da OEA que "aumentem urgentemente seus esforços para a implementação de soluções concretas e eficazes para a grave crise de segurança, política e humanitária no Haiti".
Os Estados membros analisam que a crise "de segurança, política, econômica e humanitária" é marcada pela violência "generalizada" e pelo desaparecimento de instituições governamentais que precisam ser fortalecidas. Além disso, há o grande impacto do tráfico de armas e drogas no país caribenho.
O Haiti vem sofrendo há anos com um clima de violência devido à crescente presença de gangues armadas nas ruas, que causaram mais de 2.600 mortes entre janeiro e maio, além de um aumento na violência sexual e no recrutamento de menores por grupos armados, de acordo com o Escritório de Direitos Humanos da ONU.
Por sua vez, o comandante da missão internacional, o queniano Godfrey Otunge, fez na sexta-feira um balanço do primeiro ano no Haiti e destacou o "progresso tangível" do mecanismo. Otunge também mencionou alguns desafios, como a falta de financiamento e a logística envolvida na implementação de uma "abordagem pioneira".
Ele anunciou que mais bases operacionais serão instaladas na capital, Porto Príncipe, para servir como "centros estratégicos para a coleta de informações" e advertiu as gangues de rua de que elas estão ficando sem "rotina".
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