Bilal Seckin/SOPA Images via ZUM / DPA - Arquivo
MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Turquia anunciaram nesta quinta-feira que o líder do extinto Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Öcalan, que se encontra preso, fará parte de um dos comitês criados para supervisionar o fim do conflito com o governo de Recep Tayyip Erdogan.
O assessor do presidente turco, Mehmet Uçum, destacou que Öcalan participará da “subcomissão de desarmamento e coordenação estratégica”, criada juntamente com outras três subcomissões no processo que Ancara denomina “Turquia sem terrorismo”.
“Trata-se de um processo de diálogo com Öcalan. O objetivo é claro: garantir a dissolução da organização terrorista. Quem fundou a organização e quem fez com que as armas fossem utilizadas é quem deve dissolvê-la. Caso contrário, o Estado o faria por meio de sua política de segurança”, afirmou em declarações à imprensa.
Uçum defendeu a inclusão do líder curdo no órgão como uma “necessidade” e não como “um privilégio concedido”, e garantiu que a medida não implica que ele será libertado, mas sim a criação de um espaço para ele anexo à prisão de Imral.
“Trata-se de uma oportunidade que lhe é oferecida para que possa desempenhar adequadamente sua função na prisão. É uma oportunidade criada para que ele disponha de um ambiente de trabalho confortável”, assegurou o assessor presidencial.
O PKK anunciou, em maio de 2025, sua dissolução e o fim da luta armada, após o histórico apelo de Ocalan — preso desde 1999 — a favor desse passo, em meio aos esforços para alcançar um acordo de paz com o governo da Turquia.
Embora o movimento tenha feito, após sua fundação, um apelo à criação de um Estado independente, atualmente defende uma maior autonomia nas regiões de maioria curda, parte do que é considerado o Curdistão histórico, que se estende também a partes da Síria, do Iraque e do Irã.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático