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MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos denunciou nesta sexta-feira uma série de ataques aéreos atribuídos ao exército israelense contra um aeroporto militar em Palmyra, na província de Homs, localizada no centro do país.
A organização com sede em Londres, que tem informantes no país, confirmou os ataques em uma mensagem postada nas redes sociais, sem comentários das Forças de Defesa de Israel (IDF) e sem relatos de vítimas.
Israel tem multiplicado suas incursões militares no território sírio após a fuga do ex-presidente Bashar Al Assad do país, depois da tomada de Damasco em 7 de dezembro por jihadistas e rebeldes liderados pelo grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), cujo líder, Ahmed al Shara, é agora o presidente transitório do país.
Os tanques israelenses romperam a Linha Alfa que demarca o território ocupado por Israel do restante da Síria em 7 de dezembro, poucas horas após a queda de al-Assad, e penetraram na zona desmilitarizada patrulhada pela Força de Observação de Desengajamento das Nações Unidas (UNDOF) e, em alguns casos, até mesmo além dela, a menos de dez quilômetros da capital síria, Damasco.
As forças israelenses agora circulam livremente pela zona desmilitarizada acordada no cessar-fogo de 1974 entre Israel e a Síria, que Israel considera nula e sem efeito após a queda do ex-presidente sírio. De fato, o ministro da defesa, Israel Katz, disse na semana passada, do Monte Hermon, que as tropas permanecerão na Síria "indefinidamente" para proteger as comunidades nas Colinas de Golã ocupadas de "qualquer ameaça".
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