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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
A ONG Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH) denunciou nesta terça-feira que o governo do país “detive 15 pessoas por protestarem”, das quais doze estariam detidas ou sem liberação confirmada, e que “apenas libertou 21 presos políticos” após anunciar na última quinta-feira que libertaria mais de cinquenta graças à mediação do Vaticano.
“Desde o anúncio do regime cubano sobre a libertação de 51 presos políticos, observou-se um aumento das ações repressivas”, denunciou o OCDH, que afirmou que “entre 13 (sexta-feira) e 16 (segunda-feira) de março de 2026 foram documentadas pelo menos 35 ações repressivas, dirigidas contra manifestantes, jornalistas, ativistas, familiares de presos políticos e opositores”.
Entre essas ações, o Observatório destacou “15 detenções arbitrárias, muitas delas relacionadas a protestos ocorridos na localidade de Morón”, na província de Ciego de Ávila. Dessas 15, “doze pessoas permanecem detidas ou sem confirmação de libertação, entre elas dois menores de idade”, acrescenta o comunicado.
Nesse sentido, o OCDH, que também alertou sobre “ameaças, vigilância policial permanente em residências, prisões domiciliares, brutalidade policial contra manifestantes” e outros supostos abusos, criticou que “esses fatos evidenciam um padrão de pressão e controle destinado a silenciar o protesto e limitar o exercício de direitos fundamentais”.
A denúncia desta organização surge cinco dias depois de o Ministério das Relações Exteriores cubano ter anunciado que, nos dias seguintes à quinta-feira, 15, as autoridades libertariam 51 pessoas “condenadas à privação de liberdade”, após a intermediação do Vaticano, que historicamente tem mantido diálogos com a ilha em matéria de processos de revisão e libertação de detentos.
No mesmo dia desse anúncio, a ONG Prisoners Defenders (PD) estimou em 1.214 o número de presos políticos em Cuba, com dados atualizados até fevereiro de 2026, um número superior ao do mês anterior, de 1.207 pessoas.
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