MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comemorou nesta quarta-feira a redistribuição dos distritos eleitorais na Virgínia por meio de um referendo, uma manobra que poderia garantir aos democratas mais quatro cadeiras no Congresso nas eleições legislativas federais de novembro, popularmente conhecidas como “midterms”.
“Parabéns, Virgínia! Os republicanos estão tentando inclinar as eleições de meio de mandato a seu favor, mas ainda não conseguiram”, afirmou o ex-presidente em uma mensagem nas redes sociais, na qual aplaudiu o resultado da consulta, justificando que isso representa um “contra-ataque” às manobras republicanas em outros territórios.
“Obrigado por nos mostrar como é defender nossa democracia e contra-atacar”, acrescentou Obama, depois que o eleitorado do estado da Virgínia aprovou por uma margem estreita o redesenho de seus distritos eleitorais.
Essa proposta foi submetida a votação a pedido do Partido Democrata, que, dessa forma, poderia conquistar mais quatro cadeiras na Câmara dos Representantes.
O resultado transforma o estado, que antes apresentava um dos equilíbrios mais acirrados em termos de representantes de um e de outro partido (seis democratas contra cinco republicanos, com várias cadeiras em disputa), enquanto, com o plano de redesenho aprovado, os eleitores republicanos ficariam distribuídos de tal forma que só seriam favorecidos em um distrito.
A votação marcou um dos atos finais de uma batalha nacional que se prolongou por um ano e que se desencadeou quando o Partido Republicano tentou modificar os distritos eleitorais no estado do Texas, em um esforço para manter o controle republicano da Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato, nas quais o partido que ocupa a Casa Branca, historicamente, cede terreno.
Obama se envolveu de cabeça nessa batalha ao apoiar a consulta para realizar mudanças no mapa eleitoral da Virgínia e, dessa forma, “equilibrar o terreno” diante das manobras do Partido Republicano em outros estados. Essas manobras, segundo o ex-presidente democrata, ameaçam as eleições “livres” nos Estados Unidos, razão pela qual ele justificou a reorganização do mapa para “poder igualar as condições” nas eleições de meio de mandato.
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