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MADRID, 8 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), elevaram nesta quarta-feira para cerca de 1.085 o número de palestinos mortos em ataques realizados pelo Exército de Israel desde a entrada em vigor, em outubro de 2025, de um cessar-fogo na sequência da proposta dos Estados Unidos para o futuro do enclave.
O Ministério da Saúde de Gaza informou, em comunicado publicado nas redes sociais, que, desde 11 de outubro, foram registrados 1.084 mortos e 3.491 feridos, incluindo oito “mártires” e 17 feridos nas últimas 24 horas. Além disso, foram recuperados 799 corpos nas áreas das quais as tropas israelenses se retiraram.
Além disso, o ministério destacou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial—, foram registrados 73.110 mortos e 173.599 feridos, embora tenha ressaltado que ainda há corpos espalhados pelas ruas e entre os escombros dos prédios bombardeados.
Nas últimas horas, foi confirmada a morte de uma criança identificada como Fadi Abdulá al Deiri, que ficou ferida na terça-feira em um bombardeio contra um veículo na cidade de Gaza (norte), incidente que resultou em quatro mortos, conforme informou o jornal palestino “Filastin”.
Por sua vez, o Exército de Israel anunciou a morte de um “terrorista” do Hamas, identificado como Muhamad Imad al Rahman abú Taima, sobre o qual afirma que era “chefe de uma célula” do braço armado do grupo islâmico. “Durante o massacre de 7 de outubro, ele participou do ataque contra o kibutz Nirim”, afirmou.
Assim, afirmou que Abu Taima morreu em um bombardeio realizado na terça-feira contra Gaza e destacou que, nos últimos meses, ele participou de “emboscadas” contra as tropas israelenses em Gaza. “Ele esteve envolvido na manutenção das capacidades dos terroristas e tentou recrutar novos terroristas”, argumentou.
“O terrorista representava uma ameaça às nossas forças na região e foi eliminado em um bombardeio preciso”, concluiu, em meio às denúncias do Hamas sobre violações do cessar-fogo e de outras cláusulas do acordo firmado em outubro para implementar a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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