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MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), elevaram nesta quarta-feira para mais de 980 o número de mortos em ataques do Exército de Israel contra o enclave desde a entrada em vigor, em outubro, de um cessar-fogo na sequência do acordo para aplicar a proposta dos Estados Unidos para resolver o conflito.
O Ministério da Saúde de Gaza declarou em um comunicado que, desde então, foram registrados 981 mortos e 3.104 feridos, incluindo dois mortos e cinco feridos nas últimas 24 horas, além de 783 corpos encontrados em áreas das quais as tropas israelenses se retiraram na sequência do referido acordo.
Além disso, destacou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial — foram registrados 72.991 “mártires” e 173.212 feridos.
Por sua vez, o Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira que, no domingo, matou o suposto chefe da “infraestrutura de transferências de dinheiro” do Hamas em Gaza, Jazar Jamatzi, e seu “número dois”, identificado como Muhamad Harazin.
“Durante a guerra, os terroristas realizaram transferências de dinheiro para o braço militar do Hamas em Gaza no valor de dezenas de milhões de dólares, utilizando uma rede de dezenas de casas de câmbio na Faixa”, afirmou em um comunicado, no qual ressaltou que o grupo usou esses fundos “para pagar salários aos seus terroristas”.
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