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MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo libanês estimou nesta segunda-feira em mais de 3.400 o número de mortos e em 10.300 o de feridos pelos ataques de Israel contra o Líbano desde o dia 2 de março passado, um balanço que não parou de aumentar apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril e prorrogado posteriormente em várias ocasiões.
O Ministério da Saúde libanês indicou em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal NNA que 3.433 pessoas morreram, incluindo 128 profissionais de saúde, e outras 10.395 ficaram feridas em consequência desses bombardeios, que se intensificaram desde a semana passada, por ordem do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Nesta mesma segunda-feira, o chefe do Executivo de Israel afirmou em uma mensagem nas redes sociais que ordenou “atacar alvos terroristas no bairro de Dahiye”, no sul da capital libanesa, Beirute, no que descreve como uma resposta às “repetidas violações do cessar-fogo por parte da organização terrorista Hezbollah e aos ataques contra cidades e cidadãos” em Israel.
Por isso, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, denunciou ao longo do dia que o país “enfrenta uma agressão feroz” por parte de Israel e prometeu “pôr fim ao sofrimento dos libaneses em geral, e dos do sul em particular”, bem como “trabalhar na construção do Estado, na reforma e na justiça”.
No entanto, também em suas redes sociais, ele defendeu a manutenção das negociações com o país vizinho, insistindo que essa é a opção “mais segura” e que “não significa rendição nem concessão”.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o partido-milícia Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, embora, desde então, Israel tenha continuado a lançar bombardeios frequentes contra o país e mantido a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.
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