Publicado 02/06/2026 12:35

O número de mortos sobe para 3.450 e o de feridos ultrapassa 10.500 devido aos ataques de Israel no Líbano, apesar do cessar-fogo

A MSF condena o ataque mortal contra um hospital com o qual colabora em Tiro, que deixou cerca de 40 profissionais feridos, e denuncia a “grave falha na proteção do trabalho médico” no Líbano

2 de junho de 2026, Tiro, Distrito de Tiro, Líbano: 2 de junho de 2026 – Tiro, Sul do Líbano: Danos extensos são observados no interior do Hospital Jabal Amel após um ataque aéreo israelense ter atingido um prédio próximo. A explosão danificou a ala neona
Europa Press/Contacto/Abdul Kader Al Bay

MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades libanesas elevaram nesta terça-feira para mais de 3.450 o número de mortos e para 10.500 o de feridos em decorrência dos ataques perpetrados pelo Exército de Israel contra seu território desde o último dia 2 de março, quando retomou os confrontos com o partido-milícia xiita Hezbollah, e apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril.

O Ministério da Saúde precisou, em um comunicado divulgado pela agência de notícias libanesa NNA, que 3.468 pessoas morreram, incluindo 128 profissionais de saúde, e 10.577 ficaram feridas em consequência desses bombardeios.

Nesse contexto, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) condenou o ataque realizado nesta segunda-feira pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) nas imediações do Hospital Yabal Amel, localizado no distrito de Tiro, no sul do Líbano, que resultou em pelo menos quatro mortos e 127 feridos, segundo dados das autoridades.

Entre os feridos confirmados até o momento, estão 39 funcionários deste centro hospitalar que recebe apoio da MSF. Além disso, quatro deles encontram-se em estado crítico e estão recebendo tratamento na unidade de terapia intensiva, e as equipes de resgate continuam recuperando corpos dos escombros, pelo que o número de vítimas, tanto mortos quanto feridos, pode continuar aumentando.

A ONG informou ainda que foram registrados “graves danos” no Hospital Yabal Amel, incluindo em seus serviços de radiologia, terapia intensiva e salas de cirurgia, o que obrigou parte da equipe médica a transferir “urgentemente metade dos pacientes que permaneciam na unidade de terapia intensiva para outra sala, a fim de garantir sua segurança”.

Médicos Sem Fronteiras denunciou esses ataques contra instalações de saúde perpetrados “em meio a uma forte escalada de violência”, principalmente no sul do Líbano, mas que ameaça se estender até mesmo a Beirute, depois que as autoridades israelenses anunciaram nesta segunda-feira um ataque contra a capital libanesa, uma medida que agora se encontra suspensa.

“Esses ataques constantes revelam uma grave falha na proteção do trabalho médico e ressaltam a necessidade urgente de proteger a população civil, o pessoal de saúde, os centros de saúde e garantir o acesso contínuo a cuidados médicos vitais”, afirmou o coordenador de projetos da MSF no sul do Líbano, Omar Ebeid.

As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.

As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, embora, desde então, Israel tenha continuado a lançar bombardeios frequentes contra o país e mantido a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado