Publicado 24/07/2026 21:36

O número de mortos pelos devastadores terremotos de junho na Venezuela já ultrapassa 5.500

25 de junho de 2026, Caracas, VE: LA GUAIRA / CARACAS, VENEZUELA – 25 DE JUNHO A 20 DE JULHO DE 2026: Esta reportagem fotográfica documenta o primeiro mês após o forte terremoto que atingiu a região central da Venezuela e a costa caribenha. As imagens tra
Europa Press/Contacto/Mario Flores

MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Venezuela atualizaram neste sábado o balanço das vítimas dos terremotos de magnitude superior a sete na escala de Richter registrados em 24 de junho no país, um número que aumentou para mais de 5.500 mortos e 16.740 feridos.

O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, que informou agora que o número total de mortos é de 5.546 após os devastadores terremotos, que foram seguidos por mais de 1.400 réplicas desde o mês de junho passado.

Rodríguez detalhou, em uma mensagem divulgada nas redes sociais, que 17.907 pessoas foram afetadas e que já são 128.324 as famílias que receberam assistência das autoridades. Além disso, ele esclareceu que foi possível resgatar um total de 6.462 pessoas.

Quanto aos danos estruturais, ele informou que 190 edifícios foram completamente destruídos, mas destacou que foram instalados 107 acampamentos temporários para desabrigados, onde atualmente estão abrigadas cerca de 23.811 pessoas.

Nesse sentido, especificou que 47.942 pacientes receberam atendimento médico, ao mesmo tempo em que estimou em quase 31.000 o número de profissionais mobilizados em todo o país, com o apoio de 2.278 socorristas internacionais e 31.700 voluntários.

Apesar das duras críticas dirigidas às autoridades do país pela gestão da catástrofe, que se somou à crise humanitária pré-existente que afetava grande parte da população venezuelana, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, defendeu a atuação do governo e afirmou que “nenhum oposicionista extremista foi a La Guaira para oferecer ajuda ao povo”.

Assim, ele atacou os líderes da oposição e criticou o fato de que “eles não trabalharam de forma desinteressada” em prol da população, mas apenas “para aparecer na foto”. “Se vocês não se lembram, eu digo: uma verdadeira ‘joalheria’ chegou à Venezuela. Eles se apresentaram aqui dizendo que agora estavam de fato livres para trabalhar pelo país”, afirmou.

Nesta sexta-feira, Rodríguez se reuniu com uma delegação do Congresso dos Estados Unidos liderada pelo deputado Brian Mast, ocasião em que o presidente venezuelano afirmou ter conversado sobre “a agenda legislativa e o investimento internacional”, e expressou sua gratidão às autoridades americanas pelo “apoio após a tragédia”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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