Publicado 17/08/2026 22:10

O número de mortos pelo terremoto na Colômbia sobe para 289, com 143 pessoas ainda desaparecidas

13 de agosto de 2026, Cali, Vale do Cauca, Colômbia: A equipe de voluntários mexicana Topos Azteca, liderada por Héctor Méndez, também conhecido como “Topo Mayor”, participa de missões de busca e resgate em Cali, na Colômbia, em 13 de agosto de 2026, para
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, elevou nesta segunda-feira para 289 o número de mortos em consequência do terremoto que abalou o noroeste do país no último dia 10 de agosto, e ainda há 143 pessoas desaparecidas.

“A pátria está de luto, mas também está de pé, trabalhando e lutando”, afirmou o presidente em uma coletiva de imprensa na qual reconheceu que “o que está por vir será muito difícil” após o terremoto que, segundo ele, afetou 450 municípios em 15 departamentos do país, ou seja, um terço do território colombiano.

Aos 289 mortos e 143 desaparecidos, De la Espriella somou 4.187 feridos, mais de 120.328 famílias afetadas e 26.945 residências destruídas. Tudo isso ressaltando que, embora esse balanço seja “preciso e transparente”, também é preliminar, uma vez que as equipes regionais mobilizadas continuam verificando as informações.

Esse número difere do último relatório de vítimas identificadas pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, que anunciou, nesta mesma segunda-feira, ter identificado 300 dos 304 corpos recebidos.

Ao destacar os estados afetados, o líder ressaltou que o Vale do Cauca e Risaralda são os que concentram as consequências humanas “mais dolorosas”. No caso do primeiro, foram contabilizados 163 mortos e 2.672 feridos; já no segundo, 104 pessoas perderam a vida, 565 ficaram feridas e 61 continuam desaparecidas.

“Dei a ordem, desde o primeiro minuto após o evento devastador, de que, enquanto houver a possibilidade de encontrar com vida um único compatriota, as equipes de busca e resgate continuem no local”, enfatizou ele, para, em seguida, informar em 138 o número de socorristas estrangeiros mobilizados, dos quais 24 são norte-americanos, 32 equatorianos e 82 israelenses.

PRIMEIRA ESTIMATIVA DAS PERDAS

Durante seu discurso presidencial, o chefe do Executivo latino-americano destacou que já existe uma primeira estimativa técnica da dimensão econômica do desastre. Essa estimativa, esclareceu ele, foi realizada por uma empresa privada que “modelou as perdas físicas diretas” em Chocó, Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas, “próximas a 30 bilhões de pesos” (cerca de 8.262.670 euros), dos quais 24,5 bilhões (cerca de 6.670.300 euros) correspondem a edifícios e 5,5 bilhões (cerca de 1.515.370 euros) a infraestruturas.

“Trata-se de um valor preliminar que será ajustado à medida que tivermos mais informações e que os danos causados por este terremoto forem avaliados em cada uma das regiões”, acrescentou.

A esse respeito, ele precisou que foi em Chocó que o impacto proporcional foi “o mais alto”, embora o valor absoluto seja menor.

“Esse departamento (...) merece uma atenção especial e um Plano Marshall para todos, que salde as dívidas históricas com um dos departamentos mais esquecidos do país. É hora de reconstruir o Chocó e de fazê-lo bem, todos juntos”, afirmou o presidente colombiano, referindo-se em seu discurso ao plano impulsionado em 1947 pelos Estados Unidos para reconstruir a Europa Ocidental do pós-guerra, que ficou sob a influência de Washington durante a Guerra Fria.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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