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MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Colômbia elevaram nesta segunda-feira para 331 o número de pessoas que perderam a vida devido ao terremoto de magnitude 7,4 na escala de Richter que abalou o centro e o oeste do país no último dia 10 de agosto.
Foi a Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD) que, em seu último balanço, elevou para 331 o número de mortos, reduziu de 4.592 para 4.439 o número de feridos e aumentou de 234 para 240 o número de desaparecidos.
Este forte terremoto, que causou estragos em 494 municípios distribuídos por 16 departamentos do país, deixou um saldo estimado de 361.353 pessoas afetadas e 185.226 famílias prejudicadas.
No que diz respeito às moradias, 31.540 foram destruídas e 178.555 ficaram danificadas, enquanto 603 edifícios desabaram e outros 5.884 estão danificados.
Nesse sentido, a unidade de riscos manteve em 378 o número de centros de saúde afetados, bem como aumentou de 3.726 para 3.731 o número de escolas danificadas pelo terremoto.
Vale lembrar que esses números continuam sendo considerados preliminares, pois ainda estão “em consolidação”, conforme destacou a UNGRD.
COMEÇA A FASE DE RECONSTRUÇÃO
Nesta mesma segunda-feira, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou em uma coletiva de imprensa no departamento de Chocó, onde se localiza o epicentro do terremoto, o início formal da reconstrução do país.
“Após duas semanas de sofrimento, assistência humanitária e trabalho incansável, entramos em uma nova etapa: reconstruir o que a natureza destruiu e fazê-lo melhor, com mais segurança e com resultados”, afirmou o presidente, indicando que nesta segunda-feira “começaram a chegar as primeiras 480 toneladas de materiais” para esse fim.
Na mesma coletiva, o líder anunciou que as famílias afetadas pelo terremoto começarão a receber a ajuda financeira “direta” anunciada por seu governo a partir desta quarta-feira, com um valor estimado em 875.452 pesos colombianos (cerca de 244 euros) por família durante três meses.
“A reconstrução já começou e vou liderá-la pessoalmente, no local, acompanhando cada resultado”, afirmou ele, antecipando que no próximo dia 7 de setembro retornará a Quibdó, capital do Chocó, “junto com os empresários que se comprometeram a levar adiante o Plano Especial para o Chocó”. “Este departamento já esperou demais. É hora de começar a saldar com ações a dívida histórica que a Colômbia tem com seu povo”, acrescentou.
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