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MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Líbano estimaram nesta terça-feira em 570 o número de mortos e mais de 1.400 o de feridos pela onda de ataques lançados pelo Exército de Israel contra o país em retaliação ao lançamento de projéteis pelo partido-milícia xiita Hezbollah após o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Alí Jamenei, no último dia 28 de fevereiro.
O Ministério da Saúde do Líbano indicou em um breve comunicado que o número de mortos chega a 570 e o de feridos a 1.444. As autoridades também estimaram em 759.300 o número de deslocados internos devido aos ataques. Destes, 122.600 encontram-se em abrigos. De acordo com o jornal L'Orient-Le Jour, a aviação israelense realizou ataques em diferentes distritos ao longo do dia, entre eles Nabatiyé e Marjayun, no sul do país. De fato, o porta-voz em árabe do Exército israelense, Avichai Adrai, emitiu ordens de evacuação para os residentes das localidades de Arnun, Zutar el-Charkiyé, Zutar el-Gharbiyé e Yohmor el-Chaqif.
Apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, Israel já havia lançado dezenas de bombardeios contra o Líbano nos últimos meses, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel como o Hezbollah retirassem as suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o exército israelita manteve cinco postos no território do seu país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim deste destacamento.
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