Publicado 10/03/2026 15:06

O número de mortos pela onda de ataques do Exército de Israel no Líbano sobe para 570

BEIRUTE, 9 de março de 2026 — Foto tirada com um celular em 9 de março de 2026 mostra as consequências de um ataque aéreo israelense nos subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano. O número de mortos em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março subiu par
Bilal Jawich / Xinhua News / ContactoPhoto

MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -

As autoridades do Líbano estimaram nesta terça-feira em 570 o número de mortos e mais de 1.400 o de feridos pela onda de ataques lançados pelo Exército de Israel contra o país em retaliação ao lançamento de projéteis pelo partido-milícia xiita Hezbollah após o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Alí Jamenei, no último dia 28 de fevereiro.

O Ministério da Saúde do Líbano indicou em um breve comunicado que o número de mortos chega a 570 e o de feridos a 1.444. As autoridades também estimaram em 759.300 o número de deslocados internos devido aos ataques. Destes, 122.600 encontram-se em abrigos. De acordo com o jornal L'Orient-Le Jour, a aviação israelense realizou ataques em diferentes distritos ao longo do dia, entre eles Nabatiyé e Marjayun, no sul do país. De fato, o porta-voz em árabe do Exército israelense, Avichai Adrai, emitiu ordens de evacuação para os residentes das localidades de Arnun, Zutar el-Charkiyé, Zutar el-Gharbiyé e Yohmor el-Chaqif.

Apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, Israel já havia lançado dezenas de bombardeios contra o Líbano nos últimos meses, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.

O cessar-fogo previa que tanto Israel como o Hezbollah retirassem as suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o exército israelita manteve cinco postos no território do seu país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim deste destacamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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