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MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), elevaram nesta quarta-feira para 765 o número de palestinos mortos em ataques realizados pelo Exército de Israel desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em vigor desde outubro de 2025 na sequência do acordo para aplicar a primeira fase da proposta dos Estados Unidos para o futuro do enclave.
O Ministério da Saúde de Gaza informou em um comunicado que, nas últimas 24 horas, foram registrados oito mortos e 29 feridos, elevando o total desde 10 de outubro de 2025 para 765 e 2.140, respectivamente. Durante esse período, foram também recuperados 760 corpos de áreas das quais as tropas israelenses se retiraram.
Além disso, o comunicado indicou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 —que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial— foram registrados 72.344 mortos e 172.242 feridos, embora tenha acrescentado que ainda há cadáveres sob os escombros e espalhados pelas ruas.
Por outro lado, o diretor de Assuntos Administrativos do ministério, Mahmud Hamad, lamentou os “difíceis desafios” para garantir a circulação de ambulâncias e outros veículos de emergência, antes de especificar que 70% desses veículos “estão fora de serviço” devido aos ataques israelenses contra o enclave.
“Os problemas técnicos acumulados e a falta de peças de reposição dificultam os trabalhos de manutenção”, explicou Hamad, que enfatizou que “a crise prejudica a capacidade de resposta das ambulâncias e dos serviços de transporte para atender às necessidades diárias de transporte de pacientes e feridos”.
Nesse sentido, ele argumentou que “garantir os suprimentos médicos essenciais e os recursos para manter os serviços é uma responsabilidade urgente que recai sobre as partes relevantes que supervisionam a situação sanitária e humanitária em Gaza”, em meio às críticas a Israel por suas duras restrições à entrada de ajuda humanitária na Faixa, apesar do referido acordo com o Hamas.
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