Publicado 27/07/2026 08:44

O número de mortos no ataque russo da semana passada a um evento relacionado a armamentos em Kiev sobe para onze

O Ministério Público solicita prisão preventiva sem fiança para o organizador do evento

19 de julho de 2026, Região de Kiev, Ucrânia: Carros carbonizados estão do lado de fora de um complexo de armazéns do centro de distribuição da AMTEL, que pegou fogo em consequência de um ataque com mísseis russos, na região de Kiev, Ucrânia, em 19 de jul
Europa Press/Contacto/Volodymyr Tarasov

MADRID, 27 jul. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público Geral da Ucrânia confirmou a morte de mais uma pessoa em consequência do ataque que as forças russas lançaram na última sexta-feira contra um evento do setor de armamentos realizado nos arredores de Kiev, no qual outras dez pessoas morreram, além de cem feridos, segundo esse primeiro balanço.

“Em consequência dos ferimentos sofridos no hospital, um homem de 66 anos, cidadão ucraniano e diplomata da Ordem de Malta, faleceu. Portanto, o número total de vítimas do ataque inimigo aumentou para onze”, precisou a Procuradoria em um breve comunicado no qual expressa suas condolências às vítimas.

Além disso, o Ministério Público informou que, “levando em conta todos os riscos possíveis”, solicitou prisão preventiva sem fiança para o organizador do evento, cujo destino será decidido nas próximas horas em um tribunal ucraniano.

Um dia após o ataque, o procurador-geral, Ruslan Kravchenko, informou sobre a prisão dessa pessoa, cuja identidade não foi revelada, embora tenha sido esclarecido que o evento havia sido organizado por uma das associações de armas sem a autorização necessária tanto do comando militar quanto dos governos locais.

Apesar de não possuir essa autorização, o evento reuniu cerca de 300 pessoas, entre elas militares, representantes de órgãos estatais, parceiros internacionais e de empresas de armamento. Além disso, também está sendo investigada uma possível negligência das autoridades locais.

Desde o início, centenas de pessoas estavam em perigo devido às dimensões, às características do local e às circunstâncias que envolveram o evento, explicou Kravchenko. Assim, embora tenha destacado que a responsabilidade é da Rússia, é preciso investigar se isso poderia “ter aumentado a magnitude dessa tragédia”.

“A guerra não perdoa a irresponsabilidade”, afirmou o promotor, em consonância com a posição do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que ressaltou que, nas atuais condições do conflito, “é absolutamente impossível realizar exibições de armas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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