Publicado 27/03/2026 14:07

O número de mortos chega a quase 1.150 e o de feridos ultrapassa 3.300 devido aos ataques de Israel no Líbano

HARET SAIDA, 15 de março de 2026  -- Bombeiros extinguem o incêndio em um prédio atingido por ataques de drones israelenses em Haret Saida, no Líbano, em 14 de março de 2026.   O Ministério da Saúde Pública do Líbano informou que o número de mortos pelos
Europa Press/Contacto/Ali Hashisho

MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -

O governo libanês elevou nesta sexta-feira para 1.142 o número de mortos e para 3.315 o de feridos em decorrência dos ataques realizados pelo Exército de Israel contra seu território desde o início de março, dias após lançar sua ofensiva, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irã.

O Ministério da Saúde divulgou um novo balanço que inclui 26 mortos e 86 feridos nas últimas 24 horas. Os dados globais registram também 122 crianças mortas e outras 403 feridas desde 2 de março, data em que o partido-milícia xiita Hezbollah retomou seus ataques contra território israelense em resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

O Centro de Operações do Ministério anunciou ainda nas últimas horas que seis pessoas, metade delas menores de idade, morreram e outras 17 ficaram feridas, incluindo sete crianças, em consequência dos bombardeios de Israel contra uma localidade situada no distrito de Sidon, no sul do Líbano.

Os ataques de Israel também provocaram o deslocamento de mais de um milhão de pessoas no Líbano desde 2 de março, de acordo com um balanço da Unidade de Riscos e Desastres, que indicou que o total de pessoas abrigadas em refúgios do governo chegou a 136.262 e o de famílias a 34.973.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou nesta quinta-feira sobre o “risco de anexação” que o sul do país enfrenta diante dos contínuos ataques de Israel, bem como por suas “operações de deslocamento em massa (...) ao sul do (rio) Litani, a invasão diária de terras, a demolição de residências (...) o que sugere que os civis não terão permissão para retornar às suas casas no curto prazo".

Apesar da atual escalada, o Exército israelense já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024. Israel tem argumentado, durante todo esse tempo, que age contra o Hezbollah e assegurado que, por isso, não viola o acordo, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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