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MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, elevou para 20 o número de “narcoterroristas” mortos na operação realizada pelas forças de segurança do país no departamento de Guaviare, no sul do país, contra a Frente Carolina Ramírez — uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) —, estando entre eles o conhecido como “Tigre” ou “Pintado”, chefe dessa mesma estrutura.
Batizada de “Operação Azarías”, a ação consistiu no bombardeio de — segundo afirmou o presidente em uma mensagem em vídeo — um “acampamento narcoterrorista das dissidências do narcoterrorista Iván Mordisco”. A operação, assegurou ele, teve um resultado “absolutamente extraordinário (...) que não se via na Colômbia há muitos anos”.
“Eliminamos 20 narcoterroristas, capturamos cinco — entre os quais se encontra o conhecido como ‘Víctor’, quarto líder no comando da estrutura — e resgatamos dois menores que se encontravam naquele acampamento”, destacou De la Espriella, acrescentando que foram apreendidos 26 fuzis, quatro metralhadoras, três pistolas, dez equipamentos de campanha e treze coletes multifuncionais.
Ao destacar o apelidado de ‘Tigre’ ou ‘Pintado’, o líder de extrema direita se referiu a ele como “um dos homens de confiança de Mordisco”, após o que, afirmou, as forças de segurança da Colômbia estão “cada vez mais perto” de Iván Mordisco.
“Cada gota de sangue que nossos cidadãos, nossos policiais e soldados derramaram por sua causa será cobrada como deve ser. Quando menos você esperar, uma bomba vai cair sobre você. Pode ter certeza disso. Vou fazer você pagar por todo o dano que causou à Colômbia”, declarou o chefe do Executivo latino-americano em uma mensagem dirigida ao próprio Mordisco.
Por sua vez, o ministro da Defesa da Colômbia, Jorge Mora, informou que tanto as forças militares quanto a polícia do país “continuarão atacando” as organizações criminosas “com firmeza e dentro dos limites da lei”.
Além disso, o general Mora deixou claro que “aqueles que empunham armas contra os colombianos terão a desmobilização como destino”, enquanto aqueles que “não se submeterem sofrerão todo o peso da lei por meio da ação contundente das Forças Públicas”.
A Frente Carolina Ramírez é uma estrutura armada dissidente das FARC que pertence ao Estado-Maior Central (EMC), sob o comando de “Iván Mordisco”. Atua principalmente no sul do país, com forte presença nos departamentos de Putumayo, Caquetá e Amazonas.
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