MADRID, 22 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Guiana informaram que já são 53 os corpos recuperados do acidente em que a balsa “MV Barima” naufragou na noite de sábado com cerca de 180 pessoas a bordo na costa do país, entre as quais também se encontram 76 que foram resgatadas, enquanto mais de meio centenar continuam desaparecidos.
Foi o que afirmou o primeiro-ministro da Guiana, Mark Phillips, que destacou que, dos 53 corpos recuperados, apenas 26 foram identificados. Desses, onze já foram repatriados para seus respectivos locais de origem a pedido de suas famílias, enquanto os 42 restantes permanecem guardados, enquanto as autoridades regionais colaboram com as famílias para coordenar a identificação e os trâmites para as cerimônias fúnebres.
“O governo da Guiana reitera suas mais sinceras condolências às famílias que sofreram uma perda inimaginável e reafirma seu firme compromisso de apoiá-las durante este período difícil”, declarou ele.
Enquanto isso, continuam os trabalhos de busca e resgate que, segundo o Executivo da Guiana, vêm se intensificando, com 16 embarcações estatais e privadas mobilizadas em uma área de aproximadamente 400 milhas quadradas, com o objetivo de maximizar as chances de encontrar sobreviventes. Além disso, Georgetown afirmou que, juntamente com os mergulhadores guianenses, também estão participando mergulhadores franceses.
No entanto, o primeiro-ministro observou que não foram encontrados sobreviventes durante o último mergulho, embora tenha sido localizado um corpo dentro da embarcação. De qualquer forma, ele ressaltou que os esforços nesse sentido continuarão.
Nesse contexto, Phillips lembrou a todas as agências e voluntários envolvidos que qualquer corpo resgatado deve ser transferido imediatamente para a Polícia da Guiana nas instalações designadas para a recuperação e identificação de cadáveres.
Por sua vez, o presidente da Guiana, Mohamed Irfan Ali, decretou três dias de luto oficial a partir desta quarta-feira, 22, até sexta-feira, 24 de julho, com o objetivo de “honrar a memória daqueles que perderam a vida, acompanhar suas famílias, (e) oferecer consolo aos sobreviventes”
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