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MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
A principal emissora pública dos Estados Unidos, a National Public Radio (NPR), apresentou uma denúncia contra o governo de Donald Trump, acusando-o de incorrer em "uma clara violação da Constituição" por ordenar a retirada de fundos federais, especificamente por violar a Primeira Emenda que consagra a liberdade de imprensa e de expressão.
Trump assinou uma ordem executiva no início deste mês pedindo a suspensão do financiamento do governo para a NPR e a rede PBS, também pública, depois de acusar ambas de fornecer cobertura de notícias "tendenciosa". A NPR, juntamente com três afiliadas no Colorado, está agora tentando impedir judicialmente as diretrizes do magnata republicano, que eles temem que possam afetá-los especialmente em nível local.
Eles argumentam que a medida "ameaça a existência de um sistema público de rádio do qual milhões de americanos em todo o país dependem para obter notícias e informações essenciais", de acordo com o texto compilado pela própria estação, sobre o qual a Casa Branca não comentou inicialmente.
A presidente da NPR, Katherine Maher, argumentou em um comunicado que "em várias ocasiões" a Suprema Corte decidiu "que o governo não tem o direito de determinar o que constitui 'parcialidade'" e justificou o compromisso da empresa "com uma imprensa livre independente e com a integridade jornalística".
A ordem de Trump solicitou que a Corporação para a Radiodifusão Pública (CPB), uma entidade sem fins lucrativos que teoricamente está fora do alcance do presidente, parasse de financiar a NPR e a PBS, o que já previa dúvidas jurídicas.
A cada ano, o CPB distribui cerca de US$ 535 milhões em fundos públicos a emissoras e redes individuais para garantir, entre outras coisas, o acesso universal à informação. Cabe ao Congresso, e não ao presidente, dar o sinal verde para esses fundos.
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