Publicado 10/10/2025 13:41

O novo presidente do Peru pede "calma" e define a luta contra o crime como seu principal objetivo

LIMA, 10 de outubro de 2025 -- O líder do Congresso do Peru, José Jeri (dir.), fala após tomar posse como presidente do país durante uma cerimônia no Congresso do país em Lima, Peru, em 10 de outubro de 2025.   Jeri tomou posse como presidente do país na
Europa Press/Contacto/Peru's Congress

MADRID 10 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Peru, José Jerí, pediu "calma e tranquilidade", em suas primeiras declarações à mídia, para quem reiterou que a luta contra o crime será o principal objetivo a ser alcançado.

"Peço calma e tranquilidade. Temos que trabalhar precisamente para combater o crime, que é a prioridade número um no momento. Esse é o sentimento dos cidadãos", disse o homem que foi presidente do Congresso até agora, do lado de fora de sua casa, depois de voltar do juramento de posse, relata 'El Comercio'.

Em seu discurso no Congresso, Jerí já havia enfatizado a ideia da guerra contra o crime, unindo todas as forças e poderes do Estado, não apenas para declará-la, mas também para vencê-la "de uma vez por todas".

Jerí foi adornado com a faixa presidencial menos de três anos depois que Dina Boluarte a recebeu após a queda de Pedro Castillo, que tentou, sem sucesso, fechar o Congresso e convocar uma assembleia constituinte quando foi impossível implementar seu programa eleitoral.

Com Jerí, o Peru já teve oito presidentes em dez anos, alguns deles com vida curta, como Manuel Merino em 2020, que foi forçado a renunciar apenas cinco dias depois, após vários dias de protestos que deixaram duas pessoas mortas, enquanto a maioria deles acabou atolada em vários casos de corrupção.

A insegurança dos cidadãos e os altos índices de criminalidade sofridos por alguns setores, como o dos trabalhadores do transporte, acabaram por tirar Boluarte do cargo, que acumulou até sete casos pendentes nesses quase três anos de mandato. Um tiroteio em um show em Lima foi o estopim para uma moção de censura contra ela, que obteve um amplo consenso no Congresso.

Como o restante de seus vizinhos na região, o Peru tem um sistema presidencialista com a particularidade de ter uma única câmara. Na prática, isso dá muito mais poder ao Congresso, o que, nas últimas duas décadas, fez com que os presidentes do país enfrentassem uma profunda ingovernabilidade.

Desde 2000, nenhum presidente teve mais de 40% dos assentos no Congresso, o que torna as maiorias uma tarefa muito difícil. Tanto é assim que houve alguns escândalos, especialmente na forma de compra de votos, como o que supostamente foi realizado pelo ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski para evitar sua destituição.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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