Publicado 30/06/2025 05:34

Novas microalgas potencialmente tóxicas encontradas na costa mediterrânea da região de Múrcia

Novas microalgas potencialmente tóxicas encontradas na costa mediterrânea da região de Múrcia
UPCT

Pesquisadores da UPCT monitoram 15 praias e a Reserva Marinha de Cabo Tiñoso como parte do projeto LEVABENTOX

CARTAGENA (MURCIA), 30 (EUROPA PRESS)

Os primeiros resultados das análises de microscopia em amostras de algas presentes nas praias da costa sul da Região de Múrcia confirmam a presença de dinoflagelados bentônicos potencialmente tóxicos na península de Levante, em áreas de interesse pesqueiro e recreativo.

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Cartagena (UPCT) que participam do projeto LEVABENTOX, liderado pelo Instituto de Pesquisa e Tecnologia Alimentar e Agrícola (IRTA), encontraram Ostreopsis, um gênero de algas microscópicas que vive em águas rasas e cujas espécies tóxicas podem causar sintomas como tosse, febre, irritação da pele ou até mesmo problemas respiratórios leves.

A presença de espécies tóxicas desse gênero de algas foi corroborada pela análise de toxinas nas amostras coletadas, de acordo com fontes da UPCT em um comunicado.

"França, Itália e Catalunha têm programas de monitoramento específicos para essas espécies em águas balneares", explicou a pesquisadora Olga Carnicer, cuja tese de doutorado tratou da presença de Ostreopsis na costa sul de Tarragona e no Oceano Índico.

"Também encontramos, embora em menor quantidade, dinoflagelados do gênero Gambierdiscus, algumas de suas espécies são produtoras de ciguatoxinas que podem causar intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes que ingeriram essas microalgas", acrescentou a pesquisadora do grupo de Ecossistemas da UPCT, liderado por Javier Gilabert.

As amostras estão sendo coletadas em 15 praias localizadas entre o norte de Almeria e La Manga del Mar Menor, bem como na Reserva Marinha de Cabo Tiñoso.

O principal objetivo do projeto é melhorar o conhecimento das comunidades de dinoflagelados bentônicos potencialmente tóxicos que podem representar uma ameaça ao setor pesqueiro, ao ecossistema marinho e à sua biodiversidade devido a uma possível bioacumulação de suas toxinas na cadeia trófica. Essa comunidade de microrganismos só foi estudada na coluna de água anteriormente na costa da Região de Múrcia.

Os pesquisadores contam com a participação do setor pesqueiro na coleta de amostras e estão realizando culturas de espécies para sua caracterização morfológica, molecular e de toxinas, a fim de avaliar o risco de sua presença no Levante.

O projeto LEVABENTOX está sendo desenvolvido com a colaboração da Fundação Biodiversidade do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico, por meio do Programa Pleamar, e é cofinanciado pela União Europeia por meio do Fundo Europeu Marítimo, de Pesca e Aquicultura (EMFF).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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