MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) -
A Nova Zelândia recusou-se nesta sexta-feira a fazer parte do Conselho de Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no âmbito de sua proposta para o futuro da Faixa de Gaza, um projeto que Wellington alegou que “não traria um valor agregado significativo”, ao mesmo tempo em que pediu “clareza” e defendeu que “seja complementar e coerente com a Carta das Nações Unidas”.
“A Nova Zelândia não se unirá ao Conselho em sua forma atual”, afirmou nas redes sociais o ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, embora tenha indicado que o Executivo acompanhará o desempenho da entidade.
De acordo com o texto divulgado, o governo deste país “reconhece a liderança dos Estados Unidos, em estreita coordenação com as nações da região, para promover a paz em Gaza”, bem como que “vários Estados, em particular da região, deram um passo à frente para contribuir para o papel do Conselho em Gaza”.
Apesar disso, considerou que “a Nova Zelândia não traria um valor agregado significativo a esse trabalho” de um órgão que, por sua vez, é “novo”. “Precisamos de clareza a esse respeito, bem como sobre outras questões relacionadas ao seu alcance, agora e no futuro”, acrescentou.
Além disso, defendeu que “o Conselho de Paz em Gaza tem um papel a desempenhar, conforme disposto na Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU” e sublinhou que é “importante que o trabalho do Conselho seja complementar e coerente com a Carta das Nações Unidas”.
A declaração do governo neozelandês veio logo depois que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu a Trump para incluir o enclave palestino no Conselho de Paz — que confirmou um total de 27 “membros fundadores” —, lembrando que ele tem um mandato do Conselho de Segurança sobre o assunto.
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